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Trump convoca petroleiras para retomar produção na Venezuela

Setor alerta para custos bilionários e riscos políticos no país sul-americano

Donald Trump: presidente dos EUA convoca líderes do setor de petróleo para retomar produção na Venezuela. (Jim Watson/AFP)

Donald Trump: presidente dos EUA convoca líderes do setor de petróleo para retomar produção na Venezuela. (Jim Watson/AFP)

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 05h49.

O governo de Donald Trump convocou executivos das maiores petroleiras dos Estados Unidos para uma reunião em Washington nesta sexta-feira, 9, para acelerar a retomada da produção e da exportação de petróleo da Venezuela sob controle americano.

Segundo a Bloomberg, fontes informaram que a mensagem aos executivos seria direta: “Façam isso pelo nosso país.”

Desde a operação militar na Venezuela, que resultou na captura e prisão de Maduro, os EUA intensificaram contatos com o governo interino da Venezuela e com líderes do setor de energia nos Estados Unidos. A Casa Branca afirmou, nesta semana, a apreensão de dois petroleiros e anunciou que passará a receber 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que serão vendidos a preços de mercado sob controle americano.

A expectativa do governo, segundo a reportagem, é usar o controle do fluxo de óleo e de recursos financeiros como principal instrumento de influência sobre Caracas.

A Venezuela segue sob sanções e embargo naval. “Para que eles façam qualquer tipo de comércio, precisam da nossa permissão”, afirmou o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller.

Trump disse que os Estados Unidos devem comandar a reconstrução do país por anos, posição rejeitada pela presidente interina Delcy Rodríguez.

“Estamos aqui governando junto com o povo, e ninguém mais”, disse Rodríguez à TV estatal. “Não há nenhum agente externo governando a Venezuela.”

Petroleiras avaliam riscos

De acordo com o site, executivos do setor de energia alertaram o governo americano para os desafios técnicos e financeiros envolvidos na recuperação da indústria petrolífera venezuelana, que enfrenta décadas de abandono, equipamentos danificados e insegurança jurídica.

“Há muito pensamento mágico, como se pudéssemos entrar e consertar tudo”, disse Samantha Gross, diretora da Energy Security and Climate Initiative, da Brookings Institution. “Quando você olha para as reservas provadas da Venezuela, é muito petróleo. Mas não é um petróleo fácil. A infraestrutura está em ruínas.”

Gross afirmou que a segurança no país segue como uma preocupação central. “É preciso saber que você não vai levar tiros”, afirmou.

Estimativas da consultoria Rystad Energy indicam que seriam necessários US$ 53 bilhões em investimentos ao longo de 15 anos apenas para sustentar a produção atual, próxima de 1 milhão de barris por dia.

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