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Irã ataca Israel em Dimona e eleva tensão nuclear após bombardeio a Natanz

Televisões israelenses exibiram imagens de um prédio com a fachada amplamente destruída, perfurada e repleta de estilhaços

Irã: guerra entra em novo rumo com Teerã propondo reabrir Ormuz. (Elaheh ASIABI/FARS NEWS AGENCY/AFP/Getty Images)

Irã: guerra entra em novo rumo com Teerã propondo reabrir Ormuz. (Elaheh ASIABI/FARS NEWS AGENCY/AFP/Getty Images)

Publicado em 21 de março de 2026 às 17h49.

O Irã afirmou neste sábado, 21, ter atacado a cidade israelense de Dimona, onde há uma instalação nuclear, em “resposta” ao bombardeio do complexo de Natanz, equipado para enriquecer urânio.

Israel é considerado o único país com armas nucleares no Oriente Médio, mas mantém uma política de “ambiguidade estratégica”, na qual não confirma nem nega oficialmente essa capacidade.

Oficialmente, a usina de Dimona, localizada no deserto do Neguev, é apresentada como um centro de pesquisa nuclear e produção de energia. No entanto, segundo a imprensa estrangeira, ela teria participado do desenvolvimento de armas atômicas nas últimas décadas.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, principalmente por estilhaços de projéteis em Dimona, onde um edifício sofreu o “impacto direto de um míssil” iraniano, de acordo com autoridades locais.

Televisões israelenses exibiram imagens de um prédio com a fachada amplamente destruída, perfurada e repleta de estilhaços.

O Irã reivindicou o lançamento dos mísseis e afirmou que a ação foi uma “resposta” ao ataque “inimigo” contra o complexo de Natanz, no centro do país.

Segundo a Organização Iraniana de Energia Atômica, não há registro de “vazamento de materiais radioativos” no local.

O Exército israelense declarou que “não tem conhecimento” do suposto ataque, enquanto a televisão pública sugeriu que a autoria poderia ser dos Estados Unidos.

'Não vamos parar'

Israel anunciou que a intensidade dos ataques “aumentará consideravelmente” nos próximos dias.

“Não vamos parar até que todos os objetivos da guerra tenham sido alcançados”, afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Na sexta-feira, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão “prestes a alcançar” seus objetivos e que pretendem “reduzir gradualmente” os “esforços militares” no país, mas descartou um cessar-fogo.

Ainda assim, segundo analistas, o Irã mantém capacidade de retaliação.

“Poderiam continuar por mais quatro a seis semanas”, afirmou Neil Quilliam, especialista em geopolítica do centro Chatham House.

Na sexta-feira, 20, Teerã realizou um ataque “fracassado” contra a base britânico-americana de Diego Garcia, localizada a cerca de 4 mil milhas de seu território, segundo uma fonte oficial britânica.

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