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Rapper Drake pede liberdade para fundador da FTX em nova música

Rapper cita o bitcoin e fala sobre a libertação do magnata dos criptoativos, Sam Bankman-Fried, em faixa do disco "Iceman"

Drake, cantor (Dimitrios Kambouris/Getty Images)

Drake, cantor (Dimitrios Kambouris/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 19 de maio de 2026 às 18h42.

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O rapper Drake lançou o álbum “Iceman” neste mês junto com mais dois discos em uma estratégia para tentar se recuperar da derrota na batalha pública com Kendrick Lamar em 2024. No meio das novas músicas, uma mensagem curiosa: Drake (ou sua persona musical) pede a liberdade para Sam Bankman-Fried, o fundador da corretora de criptoativos FTX.  

Na segunda faixa do álbum, chamada “Dust”, Drake canta os versos: “I am, I am, I am/An FTX penthouse high-riser, yeah/Samuel Bankman, free all my guys up, yeah”. Na tradução literal: “eu sou, eu sou, eu sou/um morador de cobertura da FTX, sim/Samuel Bankman, libertem todos os meus parceiros, sim”.  

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Drake também se refere a si mesmo como um figurão do bitcoin em outro verso da música.  

Não é possível saber só pela composição se Drake realmente deseja a liberdade para o magnata dos criptoativos, condenado a 25 anos de prisão por sete crimes, inclusive fraude financeira, conspiração e lavagem de dinheiro. Mesmo assim, a menção revela que grandes casos do mundo cripto chegaram à cultura pop.  

O próprio algoz musical de Drake, Lamar, citou bitcoin na primeira faixa do álbum GNX, lançado no fim de 2024. “Os manos da minha cidade não sabiam entreter o velho/ Promessas de transações bancárias e até mesmo bitcoin", cantou o canadense em “wacced out murals”.  

Relembre o caso de Sam Bankman-Fried 

Sam Bankman-Fried, ou SBF, como muitos o chamavam, criou o fundo de hedge Alameda Research, em 2017, e a corretora de criptomoedas FTX, em maio de 2019.  

O empresário chegou a ser um dos homens mais ricos do mundo, com US$ 26 bilhões, em meio ao sucesso da sua exchange. No entanto, em novembro de 2022, a FTX quebrou em meio a questionamentos públicos sobre a estrutura da empresa e sua capacidade de solvência.  

Após a quebra, a FTX foi investigada por autoridades dos Estados Unidos, que descobriram a transferência de recursos dos clientes da corretora para a Alameda. Esses valores desviados foram utilizados para investimentos de alto risco, doações políticas e até para a compra de imóveis de luxo e outros bens pessoais de SBF.  

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