Bandeira do Brasil no Rio de Janeiro (Cesar Okada/Getty Images)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 16 de abril de 2026 às 09h16.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB do Brasil, subiu 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 16, pelo Banco Central (BC).
O desempenho foi puxado principalmente pela indústria, que avançou 1,2%. Serviços teve alta de 0,3%, enquanto a agropecuária teve variação positiva de 0,2%.
Ao excluir o setor agropecuário, o indicador registrou alta de 0,6% no mês.
No trimestre encerrado em fevereiro de 2026 ante o trimestre terminado em novembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,1%. No período, a agropecuária avançou 1,8%, enquanto serviços teve alta de 1,1%.
Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,9%, com o agro puxando com alta de 9,7%.
Conhecido como uma espécie de “prévia do BC” para o PIB, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.
Publicado desde março de 2010, o indicador tem o objetivo, segundo o BC, de mensurar a evolução da atividade econômica do país e “contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária”.
Na prática, o índice também é acompanhado pelos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para avaliar o ritmo da economia brasileira e como a taxa Selic influencia a dinâmica de crescimento.
Apesar de frequentemente comparado ao PIB, o próprio Banco Central ressalta que existem diferenças conceituais, metodológicas e de frequência entre os dois indicadores.