Os Estados Unidos afirmaram neste sábado, 3, que capturaram e retiraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa durante uma operação militar e policial realizada na madrugada deste sábado, segundo declarou o presidente Donald Trump.
Segundo o The Wall Street Journal, a ação ocorre após meses de pressão crescente de Washington sobre o regime venezuelano, que incluiu a apreensão de petroleiros na costa do país, ataques aéreos contra supostas embarcações ligadas ao narcotráfico e uma operação da CIA em território venezuelano.
Em resposta, a vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que os Estados Unidos apresentassem provas de que ele estaria vivo.
Explosões foram registradas em Caracas e em outras localidades nas primeiras horas da manhã de sábado.
🚨URGENTE! Neste momento, os EUA promovem uma agressão militar criminosa contra a Venezuela, com ataques aéreos que atingem a população civil de Caracas, sob a condução de Donald Trump. Um ataque imperialista à América Latina, em grave violação do direito internacional e ameaça… pic.twitter.com/ZPMw9IaQch
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) January 3, 2026
O governo venezuelano classificou a ofensiva como um ato de agressão militar dos Estados Unidos contra a capital e contra os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.
Em comunicado oficial, Caracas ordenou uma mobilização geral das forças sociais e políticas do país para enfrentar o que descreveu como um ataque imperialista. Moradores das proximidades do Palácio de Miraflores, sede do governo, relataram forte presença militar nas ruas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O governo venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de tentar se apropriar de seus recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e de buscar romper à força a independência política do país. “Eles não terão sucesso”, afirmou o comunicado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fará uma coletiva de imprensa as 11h (horário local; 13h em Brasília).
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