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Bitcoin se mantém acima de US$ 73 mil e pode ter movimento sólido de recuperação

Especialistas apontam que a maior criptomoeda do mundo demonstra sinais sólidos de recuperação após queda expressiva de quase 50% desde a máxima histórica

 (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 16 de março de 2026 às 10h06.

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Nesta segunda-feira, 16, o bitcoin inicia a semana útil acima de US$ 73 mil, tendo chegado a custar mais de US$ 74 mil durante o fim de semana. A maior criptomoeda do mundo demonstra sinais sólidos de recuperação, segundo a visão de especialistas.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 73.875, com alta de 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula alta de 8,3%.

"O preço do bitcoin atingiu a máxima de US$ 74.451 até o momento. Essa faixa de preço trata-se de uma região de liquidez importante que tem atuado como resistência ao longo das últimas semanas", disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

"Caso o preço supere a região de liquidez acima citada, o bitcoin poderá testar as resistências dos US$ 74.8 mil e US$ 85 mil. No entanto, se houver retomada da baixa, haverá suporte de médio e longo prazo nos US$ 69 mil e US$ 63.9 mil", acrescentou.

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O que está acontecendo com o bitcoin?

"O sentimento do mercado cripto tem mostrado sinais de recuperação mesmo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Índice de Medo e Ganância avançou para 23 na segunda-feira, 16, após marcar 15 no dia anterior e apenas 8 na semana passada, indicando uma melhora gradual no apetite por risco", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

"No curto prazo, o bitcoin mantém viés altista ao negociar acima de US$ 73 mil e sustentar-se acima da média móvel exponencial de 50 dias (EMA), atualmente em US$ 72.821. No lado da resistência, o primeiro nível relevante está no topo recente em US$ 74.450. Um rompimento consistente desse patamar pode abrir espaço para um movimento em direção à EMA de 100 dias, próxima de US$ 79.442", acrescentou.

"Do ponto de vista estrutural, a convergência de indicadores on-chain importantes, como o realized price e o MVRV — métrica que compara o valor de mercado do bitcoin com o preço médio de aquisição dos investidores — sugere que o mercado pode estar entrando na fase final de um ciclo de baixa, um período que historicamente marca o início de uma fase prolongada de acumulação por investidores de longo prazo. Nesse contexto, o bitcoin tende a reforçar seu papel como hedge para ativos denominados em dólar, dinâmica sustentada pelo fluxo contínuo para ETFs de BTC e pela expansão da liquidez em stablecoins", concluiu Guilherme Prado.

Previsão para o bitcoin

“O bitcoin entra na próxima semana com dois vetores muito claros guiando o mercado: o retorno dos fluxos institucionais e o cenário macro global. Depois de algumas semanas de saídas, os ETFs voltaram a registrar entradas relevantes de capital, o que costuma funcionar como um estabilizador para o preço. Esse fluxo para produtos listados indica que investidores institucionais continuam utilizando o bitcoin como parte da alocação em portfólio, especialmente em momentos de maior volatilidade nos mercados tradicionais", disse Andrew Forson, CEO da DeFi Technologies.

“Ao mesmo tempo, a semana será fortemente influenciada pelo ambiente macro, especialmente pelas decisões de política monetária e pela percepção de risco global. O bitcoin conseguiu recuperar a faixa dos US$70 mil, mas ainda enfrenta níveis importantes de resistência. Se os fluxos para ETFs continuarem positivos, o mercado pode tentar testar novamente níveis mais altos nas próximas semanas”, concluiu.

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