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Os 5 maiores tesouros perdidos em bitcoin, que somam R$ 416 bilhões

A fortuna de Satoshi é a mais notória entre os valores que não podem mais ser acessados por investidores

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 15 de abril de 2026 às 18h01.

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No mundo do Bitcoin, a perda de acesso a carteiras não é incomum, principalmente para quem investiu na criptomoeda lá atrás. Isso faz com que haja verdadeiros tesouros perdidos, possivelmente para sempre, na blockchain.  

As razões para a perda são várias, mas muitas ocorrem porque esses grandes investidores mantiveram seus bitcoins em autocustódia sem o devido cuidado. Ou seja, não deixaram os ativos em uma corretora, mas em uma wallet digital protegida por uma chave de 12 ou 24 palavras irrecuperável.  

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Quem anotou de forma segura sua chave ainda tem acesso aos ativos, ao passo que quem a perdeu ou esqueceu não tem mais como obtê-los.  

Há vários casos de pessoas anônimas que também possuíam grandes quantias de BTC e perderam, mas o foco aqui foi em falar das fortunas mais notórias. Só nestes cinco casos, a soma das perdas chega a US$ 83,4 bilhões, o que equivale a R$ 416 bilhões.  

Confira os cinco maiores tesouros perdidos na maior das moedas digitais.  

1 - Satoshi: US$ 82 bilhões ou R$ 409 bilhões 

O maior de todos os tesouros perdidos em bitcoin é justamente o do criador da criptomoeda, Satoshi Nakamoto. Entre todos os endereços ligados ao lendário desenvolvedor, há um total de 1,1 milhão de bitcoins, o que equivale a US$ 82,1 bilhões ou R$ 409,8 bilhões na cotação desta quarta-feira, 15.  

Satoshi teve sua última aparição registrada em 2011, e desde então nunca movimentou os ativos. Como não se sabe sua verdadeira identidade, ele pode tanto estar segurando as moedas digitais desde então como pode ter perdido o acesso à fortuna ou já morreu.  

De todo modo, o fato de mais de 1 milhão de BTCs estarem inacessíveis acabou se tornando um dos motivos para a moeda digital ser tão valorizada. Afinal, seu criador nunca vendeu os tokens embora pudesse viver confortavelmente caso o fizesse.  

2 – James Howells: US$ 597 milhões ou R$ 2,9 bilhões 

O engenheiro de computação britânico James Howells frequentemente vira manchete por conta de sua saga para tentar acessar um aterro sanitário em Newport, no País de Gales. O motivo: Howells acredita que seu HD com aproximadamente 8 mil bitcoins tenha ido parar lá.  

Em 2013, a ex-namorada de Howells jogou fora por engano o HD. Desde então, o engenheiro tenta sem sucesso revirar o terreno com retroescavadeiras para tentar encontrar o objeto.  

Howells já tentou até mesmo comprar o aterro sanitário, mas sem sucesso.  

3 – Stefan Thomas: US$ 522,6 milhões ou R$ 2,6 bilhões 

O alemão Stefan Thomas poderia ser um dos maiores investidores de bitcoin do mundo. Ele recebeu 7 mil unidades da criptomoeda como prêmio por fazer um vídeo educacional sobre o ativo em 2011.  

Depois disso, ele ainda teve bastante cuidado e colocou as moedas digitais em um pendrive Ironkey com senha. O problema é que ele esqueceu essa senha.  

Como o dispositivo em questão só permite dez tentativas para digitar a senha correta, Stefan parou de tentar adivinhar ao errar oito vezes e hoje contrata especialistas em criptografia para tentar abrir a chave do pendrive.  

4 – Hal Finney: mais de US$ 74,7 milhões ou R$ 372,5 milhões 

Um dos maiores colaboradores do início do Bitcoin e a pessoa que recebeu a primeira transação com a criptomoeda na história, Hal Finney também é dono de um grande tesouro perdido em BTC.  

Finney morreu em 2014 e, pouco antes de sua morte, membros da sua família foram vítimas de tentativas de extorsão que pediam o pagamento de 1 mil bitcoins. Os valores, contudo, nunca foram movimentados.  

5 – Gabriel Abed: US$ 59,7 milhões ou R$ 298 milhões 

O diplomata de Barbados, Gabriel Abed, criou a primeira empresa de blockchain do Caribe em 2010. No entanto, ficou conhecido porque perdeu 800 bitcoins em 2011, quando um colega formatou o notebook em que Abed guardava as chaves privadas de uma de suas carteiras.  

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