Future of Money

São Paulo vira foco de conferência cripto internacional

The Merge ocorrerá entre os dias 17 e 19 de março e escolheu São Paulo para sediar o evento que pretende conectar a América Latina a Europa

Paula Pascual, CEO do Merge (The Merge/Divulgação)

Paula Pascual, CEO do Merge (The Merge/Divulgação)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 12 de março de 2026 às 18h10.

Última atualização em 13 de março de 2026 às 11h32.

Tudo sobreCriptoativos
Saiba mais

A conferência internacional MERGE, idealizada em Madrid por Paula Pascual, segue sua expansão pela América Latina e chegará ao Brasil, em São Paulo, entre os dias 17 e 19 de março. Já consolidado no mercado cripto, o MERGE agora pretende unir os negócios cripto da América Latina a Europa, com três dias de evento, sendo um focado em networking e outros dois em palestras com executivos de todo o mundo.

Paula Pascual, CEO do MERGE, contou à EXAME que idealizou o evento após uma experiência de trabalho no banco Santander, na Espanha. Após algumas edições em Madrid, o evento teve uma edição em Buenos Aires, na Argentina, e agora chega à São Paulo como parte de um processo de expansão na América Latina.

  • Acesse o ouro sem burocracia pela Mynt, do BTG Pactual. Invista em PAXG com baixo custo, liquidez imediata e proteção em tempos de incerteza. Comece agora e ganhe cashback de R$ 50 em bitcoin para investimentos a partir de R$ 500 com o cupom FOM50, válido até 30/06/2026.

Segundo Pascual, a ideia surgiu a partir da percepção de que a América Latina tinha pouca presença institucional nos grandes encontros globais do setor. “A América Latina é uma das regiões com maior adoção de criptoativos do mundo, mas não estava representada nas grandes conferências internacionais”, afirmou.

Antes de lançar o evento, Pascual atuou no departamento global de cripto do Banco Santander, em Madri. Durante esse período, ela acompanhou o avanço do setor dentro das instituições financeiras.

“Quando comecei a trabalhar com isso, os bancos estavam mais interessados na tecnologia do que nos criptoativos em si. Com o tempo, essa visão mudou e começamos a ver um interesse maior pelo ecossistema”, disse.

Um dos objetivos centrais do evento é reunir diferentes perfis do mercado em um mesmo espaço. A programação inclui desde representantes de bancos e reguladores até desenvolvedores e empresas do setor.

Para Pascual, muitos eventos acabam se concentrando apenas em um dos lados do mercado. “Existem conferências muito institucionais, onde todos os participantes são bancos, e outras muito focadas apenas no público cripto. Nós queríamos reunir todos esses atores no mesmo ambiente”, explicou.

Segundo ela, a experiência profissional dentro do setor financeiro ajudou a criar essa ponte. “Eu já trabalhava com bancos, corretoras cripto, empresas de infraestrutura e desenvolvedores. Isso ajudou a construir um evento com diferentes visões do ecossistema.”

Além dos painéis e palestras, o evento também inclui um dia dedicado ao networking entre executivos do setor. A iniciativa surgiu após feedback das primeiras edições da conferência.

“Percebemos que muitos participantes consideravam o jantar de abertura um dos momentos mais importantes do evento, porque era ali que aconteciam as conexões mais relevantes”, afirmou Pascual.

Com base nisso, a organização ampliou o formato para incluir painéis institucionais e encontros restritos para convidados. Segundo ela, a expectativa é reunir executivos que atuam diretamente na construção do mercado de ativos digitais na região.

“Serão cerca de 400 pessoas, entre líderes de empresas, bancos e reguladores. Muitas das decisões que vão influenciar o futuro do setor na América Latina passam por esse tipo de encontro.”

São Paulo como porta de entrada no Brasil

A expansão da conferência para a América Latina também reflete o crescimento do mercado na região. Após uma edição em Buenos Aires, a organização decidiu levar o evento para o Brasil.

De acordo com Pascual, a escolha por São Paulo foi natural. “Quando falamos do ecossistema financeiro brasileiro, quase todos os grandes bancos e gestores estão em São Paulo. Para um evento com foco institucional, fazia muito sentido estar aqui.”

Ela acrescentou que a conferência busca funcionar como um ponto de entrada para empresas internacionais interessadas no mercado latino-americano. “Muitas empresas globais veem o MERGE como uma porta de entrada para a América Latina.”

Para ela, a evolução do setor cripto nos últimos anos mostra que a integração entre instituições financeiras e empresas do ecossistema tende a crescer. “A tecnologia está amadurecendo e cada vez mais atores tradicionais estão participando dessa transformação.”

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube  Tik Tok  

Acompanhe tudo sobre:CriptomoedasCriptoativosBlockchain

Mais de Future of Money

40 bancos dos EUA testarão ações cripto e fundos em blockchain, diz jornal

Bitcoin sobe e supera os US$ 65 mil pela 1ª vez desde 22 de junho

Relatório aponta que computadores quânticos do Brasil colocam a custódia de ativos virtuais em risco

Novo blockchain representa ameaça estrutural ao Ethereum, diz analista do BTG