Future of Money

Trader transforma US$ 86 em US$ 1,6 milhão com memecoin

Nas redes sociais, usuários lembram que esse mercado é marcado por diversos casos de insider trading

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

Sol é uma das criptomoedas para ficar de olho em março (Reprodução/Reprodução)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 8 de julho de 2026 às 15h22.

Tudo sobreCriptomoedas
Saiba mais

Um investidor de criptomoedas comprou US$ 86 na memecoin cash cat 20 dias atrás, adquirindo um total de 17,5 milhões de unidades da moeda digital. Só nesta quarta-feira, 8, a memecoin disparou mais de 1.100%, deixando o trader com US$ 1,6 milhão, segundo publicação da empresa de análise de blockchain Lookonchain.

Com a valorização, o investidor vendeu 3,6 milhões de criptomoedas por US$ 390.500, mas ele ainda possui 13,8 milhões de tokens, que equivalem a US$ 1,24 milhão. O retorno da operação, de acordo com a Lookonchain, foi de 19.061 vezes, ou 1.895.830%.

Às 14h42 (horário de Brasília), os tokens cashcat subiam 1.164% em um período de 24 horas, a uma cotação de US$ 0,12 por unidade.

Este tipo de ganho é raro mesmo em um mercado tão volátil quando o de criptomoedas e ainda mais volátil no caso das memecoins, as moedas digitais sem utilidade criadas geralmente com algum viés de humor de internet apenas para especulação por parte de uma comunidade de entusiastas.

No caso da cash cat, por exemplo, o nome é baseado na história de que a corretora de ações voltada a investidores de varejo dos Estados Unidos, Robinhood, originalmente se chamaria CashCat.

O mercado de memecoins e os insiders

Na postagem do perfil da Lookonchain publicada na rede social X, Twitter, diversos usuários lembraram que o mercado de memecoins, por ocorrer com uma boa dose de anonimato, costuma ser marcado pelo insider trading. Ou seja, investidores ganham dinheiro por saber antes quando algum movimento artificial de alta vai acontecer.

A maioria desses tokens é negociado em exchanges descentralizadas e só aparece em corretoras mais tradicionais como Binance, Bitget e OKX quando se tornam muito famosos e o volume de negociação diário atrai a listagem por empresas tradicionais.

Enquanto ainda estão no ambiente descentralizado, é possível acompanhar as carteiras que negociam os tokens, mas não saber quem está por trás delas. As informações sobre os criadores dos projetos também costumam ser nebulosas.

Além disso, a ampla maioria dos tokens acaba despencando poucos dias depois de atingirem um pico de valorização. Uma pesquisa do Solidus Labs de maio de 2025, por exemplo, descobriu que 98,6% das criptomoedas publicadas na plataforma de memecoins Pump.fun colapsam e passam a valer quase zero pouco depois do lançamento.

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube  Tik Tok  

Acompanhe tudo sobre:CriptomoedasCriptoativosTraders

Mais de Future of Money

Bitcoin cai com a volta do conflito entre EUA e Irã; indicador preocupa

Receita Federal amplia fiscalização de criptomoedas com IA e acelera cruzamento de dados

Excesso de obrigações de empresas cripto pode ter levado BC a adiar reporte obrigatório

Corretora brasileira recebe investimento de R$ 100 milhões da Tether