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MPSP firma acordo com ABcripto e Chainalysis para combate a crimes com criptomoedas

Medida prevê eventos para treinamento das autoridades e compartilhamento de ferramentas para rastreamento de blockchain

Julia Rosin, presidente da ABcripto, na assinatura de acordo de cooperação com o MPSP

Julia Rosin, presidente da ABcripto, na assinatura de acordo de cooperação com o MPSP

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 18h16.

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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) firmou um acordo com a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) e a empresa de análise de blockchain Chainalysis para combater crimes que envolvam criptomoedas.

Em nota, a associação que representa as empresas do setor de criptoativos diz que o Acordo de Cooperação Técnica parte do reconhecimento de que o amadurecimento do mercado cripto exige mecanismos mais sofisticados de prevenção a atividades ilícitas.

Com o acordo, o setor irá colaborar com as autoridades ao fornecer ferramentas de rastreamento em blockchain, além de ajudar os investigadores a reconhecer padrões de risco por meio do compartilhamento de conhecimento técnico. Neste contexto, a ABcripto será a articuladora institucional e coordenadora das iniciativas de coperação, mas não executará diretamente atividades operacionais de investigação.

Preocupação com crimes envolvendo criptomoedas

O uso de criptoativos em fraudes digitais e na lavagem de dinheiro tem sido citado pelo Banco Central nas últimas resoluções editadas para o setor no Brasil. Desde o ataque hacker à C&M no ano passado, quando o ambiente de liquidação do Pix foi acessado por cibercriminosos, o BC tem endurecido as regras para fintechs e companhias que operam com ativos digitais.

A nota da associação diz que o acordo também prevê a possibilidade de criação de um grupo de trabalho envolvendo corretoras de criptomoedas, instituições financeiras, prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), órgãos de investigação e o próprio MP.

Em junho, um relatório da Chainalysis apontou que redes de lavagem de dinheiro operadas em língua chinesa e criminosos baseados na Rússia estão operando no mercado de criptoativos brasileiro.

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