Julia Rosin, presidente da ABcripto, na assinatura de acordo de cooperação com o MPSP
Editor do Future of Money
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 18h16.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) firmou um acordo com a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) e a empresa de análise de blockchain Chainalysis para combater crimes que envolvam criptomoedas.
Em nota, a associação que representa as empresas do setor de criptoativos diz que o Acordo de Cooperação Técnica parte do reconhecimento de que o amadurecimento do mercado cripto exige mecanismos mais sofisticados de prevenção a atividades ilícitas.
Com o acordo, o setor irá colaborar com as autoridades ao fornecer ferramentas de rastreamento em blockchain, além de ajudar os investigadores a reconhecer padrões de risco por meio do compartilhamento de conhecimento técnico. Neste contexto, a ABcripto será a articuladora institucional e coordenadora das iniciativas de coperação, mas não executará diretamente atividades operacionais de investigação.
O uso de criptoativos em fraudes digitais e na lavagem de dinheiro tem sido citado pelo Banco Central nas últimas resoluções editadas para o setor no Brasil. Desde o ataque hacker à C&M no ano passado, quando o ambiente de liquidação do Pix foi acessado por cibercriminosos, o BC tem endurecido as regras para fintechs e companhias que operam com ativos digitais.
A nota da associação diz que o acordo também prevê a possibilidade de criação de um grupo de trabalho envolvendo corretoras de criptomoedas, instituições financeiras, prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), órgãos de investigação e o próprio MP.
Em junho, um relatório da Chainalysis apontou que redes de lavagem de dinheiro operadas em língua chinesa e criminosos baseados na Rússia estão operando no mercado de criptoativos brasileiro.
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