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Stablecoins não vão dolarizar a economia brasileira, diz presidente da ABcripto

Executiva enxerga dois motivos principais que levam os brasileiros a terem vantagens em usar o real

Stablecoins: solução para empresas da Bity permite transferências internacionais com custo até 80% menor (Jroballo/Getty Images)

Stablecoins: solução para empresas da Bity permite transferências internacionais com custo até 80% menor (Jroballo/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 24 de agosto de 2026 às 15h16.

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A presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), Julia Rosin, disse que as stablecoins, apesar de facilitarem o acesso à cotação do dólar de maneira digital, não vão causar uma dolarização da economia brasileira.

Para ela, ao contrário do que ocorre em países com altos índices de inflação e moeda amplamente desvalorizada, tais quais Argentina e Venezuela, o Brasil tem uma situação macroeconômica mais favorável. Assim, as pessoas não se sentem obrigadas a trocar seus reais por dólares para não perderem poder de compra.

Fora isso, a executiva trouxe mais dois motivos pelos quais não acredita que stablecoins vão impactar a maneira como as pessoas enxergam a economia no dia a dia.

“Em primeiro lugar, porque o real é moeda de curso forçado e em segundo, porque temos o Pix, que é um sistema de liquidação imediata e que faz com que não haja sentido em usar uma moeda estrangeira internamente”, avalia.

Na opinião de Rosin, as empresas estão cada vez mais abraçando as stablecoins, depois de observarem o que os usuários do varejo conseguem fazer com esse tipo de criptomoeda. “Quando começa a ver que o usuário do varejo está usando para fazer movimentação internacional mais rápida é aí que entra o institucional”, conta.

Stablecoins são criptomoedas de preço atrelado ao de alguma divisa tradicional, como o dólar na paridade de 1:1. Na prática, funcionam como uma representação do dólar em blockchain, mas com negociação 24/7 e sem os controles de capital que costumam existir no mercado de câmbio tradicional.
Rosin falou durante painel na Febraban Tech 2026.

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