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Google Cloud: ‘Open Finance será um dos principais mecanismos de transformação dos bancos’

Executivos do Google Cloud apontam que Open Finance pode ter nova fase com o apoio da Inteligência Artificial

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 28 de maio de 2026 às 09h00.

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Nesta quinta-feira, 28, o Google Cloud divulgou o estudo “FinFacts: descobertas e oportunidades que valorizam os serviços financeiros” que analisa os avanços e retrocessos da experiência do usuário no onboarding em diversos aplicativos financeiros.

O estudo apontou que, durante as primeiras 24 horas de utilização, nenhum banco ou instituição financeira ofereceu produtos e serviços que envolvem o Open Finance através de SMS, Whatsapp, e-mail ou notificação. A quantidade é muito menor que o ano anterior do mesmo estudo, que sinalizou 4 ofertas.

Enquanto outras ferramentas que fazem parte da agenda de inovação do Banco Central decolaram em adoção, como o Pix, o Open Finance ainda abre espaço para debate e melhorias.

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Razões por trás da baixa adoção do Open Finance

Em entrevista à EXAME, Rafael d’Ávila, head para o setor financeiro do Google Cloud, afirmou não enxergar o Open Finance como um projeto que “não decolou”, apontando algumas possíveis razões para o declínio mostrado na pesquisa recente:

“Quando olhamos para o que era oferecido com base em Open Finance há cerca de um ano, grande parte das ofertas estava relacionada a crédito. E o cenário de crédito mudou bastante nos últimos meses no Brasil.”
“Hoje o mercado está muito mais atento aos índices de inadimplência, então existe uma postura mais cautelosa em relação à oferta de crédito. Acho que isso também contribui para um menor apetite dos bancos em oferecer crédito com base no consentimento do Open Finance”, acrescentou.

Para o executivo, o Open Finance estaria em uma “fase de decolagem”: “Acredito que ele será um dos principais mecanismos de transformação dos bancos”.

Avanços e integração com IA

Alessandro Luz, gerente sênior de Marketing do Google Cloud, também apontou os avanços que destacam o potencial do Open Finance, segundo o estudo:

“Tivemos, por exemplo, cinco instituições que passaram a exibir saldos bancários de contas de outras instituições dentro do próprio aplicativo, utilizando Open Finance”, disse.
“Também identificamos uma instituição que passou a oferecer a possibilidade de realizar transações por meio do Open Finance diretamente no aplicativo”, acrescentou.

O executivo afirmou, em entrevista à EXAME, que tais avanços “reforçam que o mercado continua olhando para o Open Finance”. Além disso, ele pontuou que o desafio está em transformar a tecnologia em experiências mais personalizadas e em jornadas que entreguem valor concreto para o usuário.
“O desafio não parece ser a tecnologia em si, mas como traduzir esse potencial em experiências relevantes para o cliente”, disse Alessandro Luz.

Nesse sentido, Rafael d’Ávila apontou que a integração com a inteligência artificial (IA) pode colaborar para tornar os produtos e serviços do Open Finance mais personalizados e atraentes aos usuários.

“A tecnologia avançou bastante de lá para cá, principalmente no que diz respeito à inteligência artificial. E nós temos trabalhado com algumas instituições em projetos relacionados a Open Finance, aproveitando justamente o que a tecnologia consegue entregar hoje e utilizando essa estruturação de dados”, disse.

“Estamos trabalhando em projetos voltados a explorar todo o potencial do Open Finance que hoje ainda não está sendo plenamente aproveitado. Vejo o Open Finance em uma fase de decolagem e acredito que ele será um dos principais mecanismos de transformação dos bancos”, concluiu o executivo em entrevista à EXAME.

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