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Competências como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional tendem a ganhar importância com o avanço da inteligência artificial (Magnific/Reprodução)
Redatora
Publicado em 30 de julho de 2026 às 05h05.
Saber usar inteligência artificial é um diferencial em muitas empresas. À medida que ferramentas generativas passam a integrar atividades do dia a dia, o foco do mercado começa a mudar: em vez de perguntar quais tarefas podem ser automatizadas, recrutadores e gestores buscam identificar quais competências continuam dependendo das pessoas.
Essa tendência aparece em estudos recentes de organizações como o Fórum Econômico Mundial (WEF) e a consultoria McKinsey, que apontam uma valorização crescente das chamadas habilidades humanas.
São capacidades difíceis de reproduzir por modelos de IA porque envolvem contexto, julgamento, interação social e tomada de decisão em cenários complexos.
A inteligência artificial consegue reunir informações, sugerir alternativas e identificar padrões em grandes volumes de dados. Ainda assim, decidir qual caminho seguir continua sendo uma responsabilidade humana.
No ambiente corporativo, profissionais precisam considerar fatores que vão além dos dados disponíveis, como cultura da empresa, impacto sobre clientes, riscos reputacionais e objetivos estratégicos.
Avaliar essas variáveis exige senso crítico e capacidade de interpretar situações que nem sempre possuem uma resposta única.
Ferramentas de IA conseguem gerar textos, imagens e até códigos em poucos segundos. Isso não significa, porém, que substituam a criatividade humana.
Na prática, os modelos trabalham a partir de padrões aprendidos durante o treinamento. Já profissionais criativos combinam repertório, experiência, contexto e conhecimento do negócio para desenvolver soluções originais, adaptar estratégias e criar produtos que façam sentido para um público específico.
Cada vez mais, o diferencial está menos em produzir conteúdo e mais em definir boas ideias, selecionar as melhores alternativas e direcionar o trabalho realizado pela tecnologia.
Negociar um contrato, conduzir uma reunião delicada, liderar uma equipe ou lidar com um cliente insatisfeito são situações que exigem empatia, escuta ativa e adaptação ao contexto.
Embora assistentes virtuais consigam manter conversas naturais, compreender nuances emocionais e construir relações de confiança ainda depende, em grande parte, da interação humana.
Por isso, competências como comunicação clara, colaboração e inteligência emocional aparecem entre as habilidades mais valorizadas em projeções para os próximos anos.
Se a tecnologia muda rapidamente, a capacidade de aprender também se torna um diferencial competitivo. Novas ferramentas de IA surgem em ritmo acelerado, alterando processos e criando funções que sequer existiam poucos anos atrás.
Nesse cenário, profissionais que demonstram curiosidade, facilidade para adquirir novas competências e disposição para se adaptar tendem a acompanhar melhor as transformações do mercado.
Especialistas defendem que o avanço da inteligência artificial deve transformar mais atividades do que profissões inteiras. Em vez de substituir completamente os trabalhadores, a tecnologia tende a assumir tarefas operacionais, permitindo que pessoas dediquem mais tempo à análise, ao relacionamento e à resolução de problemas.