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Gigante de empréstimos cripto BlockFi entra com pedido de falência nos EUA

Empresa já havia congelado saques de seus clientes citando uma exposição elevada à FTX, que quebrou no início de novembro

BlockFi já havia sido duramente prejudicada em julho de 2022 pelo colapso do blockchain Terra (BlockFi/Divulgação)

BlockFi já havia sido duramente prejudicada em julho de 2022 pelo colapso do blockchain Terra (BlockFi/Divulgação)

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João Pedro Malar

29 de novembro de 2022, 15h32

A BlockFi, uma das maiores empresas do segmento de empréstimos com criptoativos, entrou com um pedido de falência nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 28, semanas após ter congelado os saques de fundos dos seus clientes devido à quebra da FTX.

A informação sobre o pedido foi compartilhada primeiro pelo site Decrypt, citando fontes ligadas ao caso, e confirmada pela rede de televisão CNBC. De acordo com o canal, a BlockFi informou que possui cerca de 100 mil credores e passivos variando entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. A empresa diz ter US$ 256,9 milhões em reservas disponíveis.

Em um comunicado divulgado em seu site, a BlockFi informou que o pedido de falência busca "estabilizar seus negócios e fornecer à empresa a oportunidade de consumar uma transação de reestruturação abrangente que maximize valor para todos os clientes e outras partes interessadas".

(Mynt/Divulgação)

No mesmo dia em que a FTX declarou falência, a empresa de empréstimos de criptoativos congelou os saques de fundos depositados por clientes e recomendou que não fossem mais realizados depósitos na plataforma.

Já em 14 de novembro, ela revelou que tinha uma "exposição significativa à FTX e entidades corporativas associadas", mas havia negado rumos de que a maioria dos seus ativos estava na exchange.

A empresa disse ainda que estava trabalhando para reaver os ativos que estavam na FTX, mas que não esperava que o movimento fosse bem-sucedido no curto prazo devido ao processo de falência da corretora de criptoativos.

À época, a BlockFi destacou que tinha "a liquidez necessária para explorar todas as opções" e que havia contratado "consultores externos especializados que estão nos ajudando a navegar as próximas etapas para a BlockFi".

A BlockFi já havia sido duramente prejudicada em julho de 2022 pelo colapso do blockchain Terra e o seu criptoativo nativo, a Luna. Naquele período, ela foi socorrida pelo fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, que abriu carteiras para auxiliar financeiramente empresas do setor de criptoativos.

Junto com a BlockFi, Bankman-Fried auxiliou a Voyager Capital, outra empresa de empréstimos com criptoativos. Ela acabou entrando em falência e aceitou uma proposta de compra da FTX que não se concretizou devido à quebra da exchange.

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