Binance vai tentar comprar empresa de empréstimos cripto Voyager, diz CEO

Empresa declarou falência em julho de 2022 e tinha sido adquirida pela FTX, mas negociação não vai avançar após quebra da exchange
CEO da corretora de criptoativos Binance rebateu acusações de ligação da empresa com a China (Binance/Divulgação)
CEO da corretora de criptoativos Binance rebateu acusações de ligação da empresa com a China (Binance/Divulgação)
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Da RedaçãoPublicado em 24/11/2022 às 13:00.

Changpeng Zhao anunciou nesta quinta-feira, 24, que o braço da Binance nos Estados Unidos, a Binance.US, fará uma nova proposta de compra da Voyager, uma gigante de empréstimos com criptoativos que faliu em 2022. A decisão foi tomada após a falência da sua concorrente, a FTX, que havia originalmente vencido a disputa pela aquisição da companhia.

A relevação foi feita durante uma entrevista de Zhao para a Bloomberg. Segundo ele, a Binance.US vai fazer uma nova proposta "já que a FTX não será mais capaz de seguir com o acordo de compra".

(Mynt/Divulgação)

Os braços da Binance e da FTX nos Estados Unidos travaram uma batalha neste ano pela aquisição da empresa. Em 26 de setembro, a FTX saiu vitoriosa, com uma oferta de US$ 1,4 bilhão que foi aceita pela Voyager.

“A Voyager recebeu vários lances contemplando alternativas de venda e reorganização, realizou um leilão e, com base nos resultados do leilão, determinou que a transação de venda com a FTX é a melhor alternativa para os acionistas da Voyager”, informou em comunicado.

A falência da Voyager foi iniciada em 11 de julho e ocorreu depois da empresa ter congelado ativos de clientes e interrompido negociações de criptoativos em sua plataforma, citando consequências do calote do fundo Three Arrows Capital (3AC).

Durante a entrevista, Zhao rebatou rumores de que a Binance poderia ter desistido da proposta original devido a supostas preocupações de autoridades dos Estados Unidos com a segurança nacional caso ela adquirisse a Voyager.

"Acho que as preocupações com a segurança nacional dos EUA foram rumores espalhados pela FTX para tentar nos tirar da licitação. Nunca houve nenhuma preocupação sobre nossa participação na licitação", revelou o empresário.

Ele ressaltou que "a Binance não é uma empresa chinesa, não há ligações com a China. Eu tive que repetir isso muitas vezes porque eu pareço chinês, mas eu sou um cidadão do Canadá".

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