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Aço Gerdau foi utilizado na modernização do Parque do Peão, incluindo as estruturas do maior telão de LED da América Latina
Repórter de ESG
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 17h00.
Última atualização em 18 de agosto de 2026 às 17h12.
O agronegócio já representa cerca de 10% da carteira da Gerdau e está entre os mercados considerados estratégicos para sua expansão.
É nesse contexto que a companhia siderúrgica estreia na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), que acontece entre 20 e 30 de agosto, e é uma das principais vitrines da cultura agro no Brasil, reunindo atrações que vão de shows e feiras a rodeios.
A aposta é ousada e se materializa em infraestrutura: mais de 70 toneladas de aço de baixo carbono foram utilizadas na modernização do Parque do Peão, incluindo as estruturas do maior telão de LED da América Latina, instalado na arena, além da ampliação da área de hospitalidade.
O projeto marca ainda a primeira aplicação da New Eco, nova linha lançada para clientes que buscam reduzir as emissões associadas às suas cadeias de produção.
A aproximação com o agronegócio, porém, não começou em Barretos. A marca já está presente em eventos como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e a Expointer, em Esteio (RS).
Para Pedro Torres, diretor global de Comunicação, Marca e Relações Institucionais da Gerdau, a estreia em Barretos é mais uma forma de fortalecer a relação com clientes e outros atores para ampliar sua atuação rumo à descarbonização.
“Vamos levar produtos que representam soluções para os principais desafios do setor”, afirma à EXAME.
A estratégia ganha corpo em um momento em que a descarbonização começa a avançar para além das emissões diretamente associadas à produção rural no campo: a pegada de carbono também envolve os materiais, equipamentos e insumos utilizados ao longo da cadeia produtiva. E o aço é parte importante dessa equação.
A Gerdau está entre as siderúrgicas de menor intensidade de emissões no mundo. A companhia emite 0,85 tonelada de CO₂e por tonelada de aço produzida, menos da metade da média global do setor, de 1,92 tonelada.
A meta da companhia é chegar a 0,82 tCO₂e por tonelada até 2031 e tornar as operações neutras em carbono até 2050.
Segundo o diretor, o desempenho está relacionado em parte ao próprio modelo de produção que utiliza sucata como uma de suas principais matérias-primas. Como uma das maiores recicladoras de aço da América Latina, a companhia recicla cerca de 10 milhões de toneladas de sucata por ano.
A cada tonelada reciclada, aproximadamente 1,5 tonelada de CO₂ é evitada no processo produtivo.
A energia utilizada também pesa nessa conta. Atualmente, 52% da energia da Gerdau é proveniente de fontes renováveis e certificadas. A ambição é elevar esse percentual para 80% até 2031, com investimentos para ampliar o uso de fontes como solar e eólica.
Para a Gerdau, o desafio agora é transformar a menor intensidade de carbono de seu aço em uma vantagem também na disputa por espaço em uma cadeia que começa a olhar com mais atenção para as emissões de seus fornecedores.