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Bitcoin sobe acima dos US$ 64 mil mesmo com alta do petróleo e queda das bolsas

Criptomoedas estão descorrelacionadas dos mercados acionários tradicionais, que reagem de maneira negativa às tensões no Oriente Médio

Representação do bitcoin (crédito: Jievani Weerasinghe/Unsplash)

Representação do bitcoin (crédito: Jievani Weerasinghe/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 10h47.

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O bitcoin opera em alta nesta terça-feira, 18, consolidando um movimento descorrelacionado das bolsas internacionais. Hoje, o barril do petróleo tipo Brent sobe e supera os US$ 91 com a continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA cumpram as condições do acordo firmado em junho e que incluem o fim do bloqueio aos portos do país persa. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, postou uma imagem do estreito como “novo território dos EUA”.

Às 10h36 (horário de Brasília) o bitcoin subia 0,6% em um período de 24 horas, a US$ 64.031 por unidade.

Segundo Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, o bitcoin mostra uma resiliência importante ao permanecer acima dos US$ 64 mil em um ambiente macroeconômico que, em princípio, favorece a aversão ao risco.

“A alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, com a taxa de 30 anos atingindo 5,33%, combinada à disparada do petróleo, com o Brent acima de US$ 91, aumenta as preocupações com a inflação e mantém a perspectiva de juros elevados por mais tempo. Esse cenário tende a pressionar ativos de risco, incluindo o bitcoin”, lembra Cheung.

Deste modo, a alta do bitcoin hoje mostra que os vendedores não estão conseguindo impor uma pressão proporcional à deterioração do ambiente macro.

Análise gráfica do bitcoin

Usando análise técnica, Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, afirma que o bitcoin voltou a operar acima da média móvel simples de 200 semanas, hoje próxima da própria região atual de preço.

“Essa retomada é positiva, mas ainda precisa de confirmação. O ideal agora é observar novos fechamentos diários acima desse patamar para entender se o movimento foi apenas uma oscilação curta ou uma demonstração real de força”

ETFs voltam a ter entrada de capital

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 297,5 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA, interrompendo uma sequência de três pregões de saída de capital.

Os maiores alvos do fluxo comprador foram o IBIT, da BlackRock, com US$ 160,2 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 111,9 milhões.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 30,9 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dois pontos, indo de 38 para 40 pontos. Com isso, o índice saiu da zona do “medo” para a que indica sentimento “neutro” no mercado.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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