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Futuro do dinheiro: Accenture vê virada nos pagamentos com IA e stablecoins

69% das empresas esperam que instituições financeiras ofereçam carteiras de moeda digital nos próximos três anos. Hoje, apenas 37% dos bancos acreditam que essa será uma demanda real

Accenture (Creative Commons/Flickr)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 10h00.

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A transformação dos meios de pagamento avança em ritmo acelerado com a combinação de moedas digitais, automação e inteligência artificial. É o que aponta a nova pesquisa “Futuro do Dinheiro”, da Accenture, que analisa como tecnologias emergentes estão mudando a forma como pessoas e empresas movimentam, armazenam e gerenciam recursos financeiros. O estudo mostra que os chamados pagamentos agênticos, realizados por sistemas autônomos baseados em IA, ganham espaço no mercado, ao mesmo tempo em que ampliam preocupações com fraude e confiança.

Segundo o levantamento, 79% dos bancos já conduzem projetos-piloto de soluções de pagamentos agênticos ou autônomos. Do lado da demanda, 57% das empresas acreditam que esse modelo será dominante em até três anos, sobretudo em serviços recorrentes, como contas de consumo, além de processos como detecção de fraude, bloqueio de pagamentos, estornos e liquidação automática com fornecedores. Para suportar esse novo fluxo, 50% das organizações já atualizam seus sistemas para lidar com picos de transações iniciadas por agentes digitais.

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Apesar do avanço, a pesquisa indica um descompasso entre o que empresas esperam e o que os bancos estão prontos para entregar. Cerca de 69% das companhias afirmam que instituições financeiras deverão oferecer carteiras de moedas digitais nos próximos três anos, mas apenas 37% dos bancos enxergam essa demanda como concreta hoje.

Também cresce o interesse corporativo por métodos alternativos em operações internacionais, como carteiras digitais, serviços não bancários e moedas digitais, incluindo stablecoins, criptomoedas e CBDCs. Quase oito em cada dez bancos reconhecem que será necessário um esforço substancial para dar suporte a esses formatos.

A adoção de automação, porém, vem acompanhada de riscos. Para 87% das instituições financeiras, a confiança é a principal barreira para a expansão dos pagamentos agênticos, enquanto 78% acreditam que a fraude aumentará significativamente.

O estudo aponta ainda que 60% das instituições não possuem um plano de resposta forense dedicado para investigar fraudes relacionadas a agentes autônomos. Outro dado relevante é que as empresas passam a confiar quase tanto em big techs quanto em bancos para fornecer pagamentos agênticos seguros, com 67% de confiança nos bancos contra 64% nas grandes empresas de tecnologia.

Edlayne Burr, diretora executiva e líder de estratégia para pagamentos da Accenture, afirma que o desafio central será equilibrar inovação e segurança. “À medida que os pagamentos se tornam mais autônomos, a confiança está emergindo como a moeda mais valiosa na economia digital. Os bancos e outros provedores de pagamentos devem incorporar segurança e conformidade em todas as interações agênticas, garantindo que a inovação nunca venha às custas da confiança.”

Segundo ela, o interesse crescente por stablecoins e depósitos tokenizados também acelera a modernização do setor. “Enquanto as criptomoedas serviram como veículos de investimento e pagamento viáveis, o nível de interesse do consumidor e investimento institucional em stablecoins lastreados em moeda fiduciária e depósitos tokenizados está forçando a indústria a se modernizar mais rápido do que nunca.”

A pesquisa recomenda uma série de ações ao mercado. Entre elas estão a preparação da infraestrutura para moedas digitais, com APIs e protocolos de automação de conformidade, a aceleração de casos de uso de alto valor em pagamentos agênticos, o reforço da gestão de fraude e risco, a definição do papel das instituições na nova economia digital e a construção de sistemas escaláveis e resilientes para lidar com picos de transações.

O estudo “Futuro do Dinheiro” ouviu mais de 200 bancos e provedores de pagamento, além de mais de 200 empresas em grandes mercados globais. O objetivo foi entender como moedas digitais, tecnologias de pagamento e agentes habilitados por IA estão remodelando os serviços financeiros. O resultado mostra um setor em rápida adaptação, pressionado a modernizar infraestrutura, garantir conformidade e preservar a confiança dos clientes na nova era do dinheiro.

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