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CVM lança programa piloto de testes de operações tokenizadas

Autarquia irá testar a viabilidade da utilização de blockchain em ofertas de ativos no mercado brasileiro regulado

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 14 de outubro de 2026 às 11h36.

Última atualização em 14 de outubro de 2026 às 11h43.

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou uma resolução que cria oficialmente o programa de testes para ofertas de ativos em Tecnologia de Registro Distribuído (DLT, na sigla em inglês). O programa vem do Grupo de Trabalho de Tokenização instituído pela autarquia em julho.

No piloto, segundo a CVM, serão testados emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado e liquidação de valores mobiliários em redes DLT, que são a mesma base tecnológica dos blockchains das criptomoedas.

Poderão ser tokenizadas ações, debêntures, certificados de recebíveis, cotas de fundos de investimento e demais títulos ou contratos de investimento coletivo.

"A tokenização já está transformando a infraestrutura do mercado de capitais e traz oportunidades relevantes para ampliar a eficiência, a inovação e o acesso a novos modelos de negócios", afirmou em nota Otto Lobo, presidente da CVM.

Objetivos do piloto de tokenização

Os testes não terão a participação de investidores reais e apenas a simulação de movimentação de recursos financeiros, sem uso de dinheiro real.

De acordo com a CVM, o objetivo do piloto é avaliar a viabilidade técnica, operacional e jurídica do uso de DLT nas ofertas, além de testar arranjos de interoperabilidade e de conectividade entre os participantes da rede. O programa também tentará identificar riscos, vulnerabilidades e lacunas regulatórias associadas à adoção da tecnologia.

O Grupo de Trabalho de Tokenização da CVM inclui técnicos da autarquia, associações de empresas do setor de ativos digitais, autorreguladores e especialistas e busca estudar a utilização de tecnologia blockchain dentro do mercado de capitais brasileiro. O resultado do piloto e dos trabalhos do grupo deve embasar uma revisão da regulamentação da CVM.

"A CVM está trabalhando para acompanhar e avaliar os testes de ativos tokenizados em diferentes redes, enquanto, paralelamente, avança na análise e seleção de modelos de Inteligência Artificial aplicáveis à supervisão do mercado de capitais. Nosso objetivo é reunir as condições técnicas necessárias para a transição segura do regime experimental para o definitivo, em um processo de constante diálogo com os participantes do mercado e demais atores relevantes", disse em nota José Alexandre Vasco, superintendente Seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional (SDE) da CVM e Coordenador do grupo de trabalho.

O programa foi instituído pela Resolução 249.

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