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Editor do Future of Money
Publicado em 18 de maio de 2026 às 10h22.
As altcoins, criptomoedas que não são o bitcoin, operam em queda nesta segunda-feira, 18, pressionadas pelo ambiente de aversão a risco nos mercados com nova ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã.
Ontem, Trump disse que o Irã deve se mexer rápido ou “não sobrará nada deles”, em mais uma escalada retórica do conflito. De acordo com a agência de notícias Reuters, o Paquistão compartilhou com os EUA uma nova proposta do Irã para encerrar a guerra.
Às 10h13 (horário de Brasília), o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 2% em 24 horas, a US$ 2.146, enquanto o bitcoin tem queda de 1%.
Segundo Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, o preço do ether iniciou a semana com pessimismo e rompeu um importante suporte ao atingir a mínima de US$ 2.091.
“Se houver continuidade da queda, o preço do Ethereum poderá buscar os suportes das regiões de liquidez dos US$ 2.000 e US$ 1.840. As resistências estão nas faixas de preços de US$ 2.150 e US$ 2.320”, projeta a especialista.
Já Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, destaca que o ether está apagando praticamente toda a recuperação acumulada desde abril, após uma onda de liquidações.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ether à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado na sexta, 15, um saldo líquido negativo de US$ 65,7 milhões. É o quinto pregão consecutivo com mais vendas do que compras neste tipo de fundo.
O maior responsável pelo fluxo vendedor foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 50,4 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Entre as demais altcoins de maior valor de mercado, o BNB, token da Binance Smart Chain, cai 1,8%, a US$ 641,77; o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, registra perdas de 2,1%, a US$ 1,39; e a solana recua 1,4%, a US$ 85,31.
“O desempenho mais fraco das altcoins em relação ao bitcoin reforça um movimento defensivo dos investidores, que tendem a reduzir exposição aos ativos de maior volatilidade em momentos de maior incerteza”, argumenta Herrera.
Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, afirma que os ativos de maior volatiliade seguem mais sensíveis aos ciclos de aversão a risco e à deterioração do ambiente macro e geopolítico.
“Segmentos ligados a infraestrutura, DeFi [finanças descentralizadas] e aplicações institucionais continuam relativamente resilientes na comparação com ativos mais especulativos, embora o mercado como um todo opere em tom defensivo no curto prazo”, diz.
A AEON, uma camada de liquidação focada na economia de agentes de inteligência artificial (IA), anunciou que levantou US$ 8 milhões em uma rodada de investimento pré-semente liderada pela Yzi Labs.
Yzi Labs é uma empresa de venture capital e family office fundada por Changpeng Zhao (CZ), o fundador da corretora de criptomoedas Binance.
O site The Block aponta que a a AEON lançou seu primeiro produto de pagamento com IA em maio, dizendo que ele permite que agentes se conectem com mais de 50 milhões de comerciantes no mundo todo.
Também no noticiário cripto, o centro de política da Hyperliquid afirmou que a transparência do protocolo é um forte elemento dissuasório contra más condutas, facilitando a vigilância, detecção e investigação por reguladores e autoridades.
Corretoras incumbentes em Wall Street diziam que a exchange descentralizada de futuros perpétuos tinha sido desenvolvida de forma que permitiria insider trading e manipulação de preços.
A bolsa de mercadorias e futuros de Chicago (CME) e a Intercontinental Exchange têm demonstrado preocupação com o crescimento da Hyperliquid, que emite a criptomoeda HYPE.
O token HYPE vai na contramão do mercado e dispara 7,7%, a US$ 46,09 por unidade.
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