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Crimes com criptomoedas movimentaram R$ 800 bilhões em 2025

Levantamento indica que uso de criptomoedas em crimes aumentou 162% em relação a 2024, com stablecoins liderando

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 16h22.

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O uso de criptomoedas em crimes ao redor do mundo movimentou US$ 154 bilhões (mais de R$ 800 bilhões, na cotação atual) em 2025, batendo um novo recorde. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira, 8, pela empresa de monitoramento Chainalysis.

Apesar do montante ser expressivo, ele representa menos de 1% de todo o volume transacionado com criptomoedas em 2025. Na comparação entre 2024 e o ano passado, o volume movimentado por criminosos usando ativos digitais cresceu 162%, indicando que os usos ilícitos de criptomoedas ainda têm espaço no setor.

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No ano retrasado, atividades ilícitas movimentaram cerca de US$ 57,2 bilhões. O levantamento aponta ainda que um tipo específico de criptomoedas é o mais usado por criminosos: as stablecoins.

Conhecidas por serem pareadas a outros ativos, principalmente ao dólar, essas criptomoedas acabam atraindo criminosos interessados na conversão de ativos roubados.

A avaliação da Chainalysis é que grupos criminosos que atuam no mercado cripto passaram por uma "profissionalização" em 2025, se integrando a cadeias de suprimento tradicionais no mundo do crime. Além disso, um caso de uso específico ganhou ainda mais espaço.

A adoção de criptomoedas por países e empresas que buscam contornar sanções internacionais foi o grande destaque no ano passado. Para a empresa, o crescimento dessa categoria foi o principal responsável pelo novo recorde firmado no ano de 2025. A Rússia é o grande destaque entre os países analisados.

Número pode ser maior

O levantamento destacou ainda que o valor de US$ 154 bilhões é uma "estimativa baixa", e que o uso ilegal de criptoativos pode ter movimentado valores ainda maiores. Tradicionalmente, a Chainalysis costuma revisar as estimativas conforme novos casos são identificados.

"Daqui a um ano, esses totais serão maiores, à medida que continuarmos a identificar mais endereços ilícitos e a incorporar seu histórico de atividades em nossas estimativas", explicou a empresa. A cifra de 2024, por exemplo, mais que dobrou após a revisão.

Segundo o levantamento, "grande parte desse crescimento é proveniente de diversos tipos de organizações ilícitas que fornecem infraestrutura em blockchain e serviços de lavagem de dinheiro para agentes ilícitos e de alto risco".

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