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Brian Armstrong, CEO da Coinbase (Bloomberg/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 17h00.
A computação quântica não deve representar uma ameaça inevitável à segurança das criptomoedas, segundo Brian Armstrong, CEO da Coinbase. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a preocupação é “um problema muito solucionável” e destacou iniciativas em andamento para preparar o setor para futuras mudanças tecnológicas.
Armstrong explicou que a empresa tem adotado uma postura proativa diante do tema. Ele afirmou que a Coinbase criou um conselho consultivo dedicado ao tema e mantém contato frequente com desenvolvedores das principais redes blockchain para discutir caminhos de atualização da criptografia. Segundo ele, o objetivo é garantir uma transição segura para padrões resistentes à computação quântica.
O executivo fez os comentários durante o World Liberty Forum, em Mar-a-Lago, ao responder a questionamentos sobre a possibilidade de que computadores quânticos comprometam a segurança das blockchains. “Não, isso não é verdade”, disse Armstrong. “Estamos engajados nisso e é algo solucionável.”
O debate ocorre em um momento em que a computação quântica deixou de ser apenas uma hipótese distante e passou a ser considerada um desafio técnico de longo prazo. Embora as máquinas atuais ainda não tenham capacidade para quebrar os sistemas criptográficos amplamente utilizados, especialistas alertam que a migração para novos padrões pode levar anos.
Como parte desse movimento, a Coinbase reuniu especialistas independentes para avaliar riscos e definir estratégias de adaptação. O grupo inclui pesquisadores acadêmicos e profissionais da área de criptografia, com a expectativa de publicar estudos e orientar a transição tecnológica.
Outras organizações também intensificaram seus esforços. A Ethereum Foundation elevou a segurança pós-quântica a uma prioridade estratégica, enquanto o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, defendeu a adoção antecipada de criptografia resistente. A Solana Foundation iniciou testes de assinaturas digitais adaptadas a esse cenário.
Especialistas do setor afirmam que há tempo suficiente para atualizar os sistemas existentes. Um diretor independente da Jetking Infotrain India afirmou que, embora a computação quântica possa teoricamente comprometer chaves privadas, a adaptação da criptografia é tecnicamente viável e menos complexa do que parece.
Além do tema tecnológico, Armstrong também abordou discussões regulatórias nos Estados Unidos. Ele manifestou apoio à autoridade da Commodity Futures Trading Commission sobre mercados de previsão e afirmou que o diálogo com legisladores continua em andamento. Segundo ele, ajustes na legislação ainda podem avançar nos próximos meses.
As declarações indicam que, embora a computação quântica represente um desafio relevante, empresas e desenvolvedores consideram possível adaptar a infraestrutura blockchain para manter sua segurança no longo prazo.
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