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CMN proíbe oferta de derivativos para mercados preditivos no Brasil

Sites das plataformas Polymarket e Kalshi já estão fora do ar para alguns usuários no país

Uso de informação privilegiada: Trump critica mercados de previsão e diz que “o mundo virou um cassino” (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Uso de informação privilegiada: Trump critica mercados de previsão e diz que “o mundo virou um cassino” (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images) (SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 24 de abril de 2026 às 14h57.

Última atualização em 24 de abril de 2026 às 18h28.

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou uma resolução que proíbe os mercados preditivos no Brasil. Com isso, plataformas como Polymarket e Kalshi não poderão mais ser acessadas no país.  

A Resolução CMN 5.298 diz em seu art. 3º que ficam vedadas a oferta e negociação de contratos derivativos baseados em eventos reais de temática esportiva, evento virtual de jogos online e evento real ou virtual de natureza política, eleitoral, social, cultural ou de entretenimento.  

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Depois da publicação da resolução, a EXAME tentou acessar os sites de Polymarket e Kalshi, os mercados preditivos mais famosos, e não conseguiu acessá-los. Alguns usuários também relataram o mesmo problema.    

Mercados preditivos são plataformas em que pessoas compram e vendem contratos atrelados a eventos futuros, como eleições, decisões econômicas, eventos esportivos etc. Os contratos vão desde o resultado de uma decisão de política monetária ao número de postagens que figuras públicas como o bilionário Elon Musk fará em determinado período de tempo.  

Nas redes sociais, usuários questionaram a derrubada desses sites enquanto plataformas de apostas online continuam operando.

Procurado, o Banco Central afirmou que o voto para combater os mercados de previsão veio do Ministério da Fazenda. O CMN é composto por Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e BC, de modo que o governo acaba tendo maioria para implementar suas políticas.

A proibição vem na esteira do avanço da pauta contra apostas online no governo Lula, diante da percepção de que este tipo de plataforma está contribuindo para o endividamento da população e reduzindo o consumo.

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