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BTG protocola pedido ao BC para operar cripto de maneira regulada

Banco de investimentos tem um histórico de iniciativas envolvendo criptoativos que remonta a 2019

André Portilho, sócio e head de Digital Assets do BTG Pactual (Heitor Pinheiro/Reprodução)

André Portilho, sócio e head de Digital Assets do BTG Pactual (Heitor Pinheiro/Reprodução)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 17h39.

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O banco BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) fez na tarde desta sexta-feira, 30, o protocolo do pedido de licença para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) regulada pelo Banco Central.

Pela regulamentação de ativos digitais publicada pelo BC no ano passado, somente as empresas que fizerem pedidos de licença de PSAV até hoje e forem aprovadas pela autoridade monetária poderão atuar com criptoativos. Quem não fizer o pedido ou não for aprovado ficará impedido de operar no setor cripto e será considerado uma instituição irregular no Brasil.

Se for concedida pelo BC, a nova licença vai se somar a outras que o banco tem em seu portfolio, como a de instituição financeira. Por já serem instituições supervisionadas pela autoridade monetária, o processo de licença de PSAV para bancos é simplificado em relação ao de empresas nativas do setor de criptoativos.

O head de ativos digitais do BTG, André Portilho, afirmou que o encerramento da primeira fase de pedidos de licença é um marco para o mercado brasileiro de ativos digitais.

"O BTG, desde o início de sua atuação, foi favorável e atuou para o estabelecimento de um ambiente regulatório que ao mesmo tempo desse segurança e permitisse a inovação e o desenvolvimento do mercado brasileiro", disse.

Histórico do BTG com cripto

Em 2019, o BTG fez a primeira tokenização de um valor mobiliário realizada por um banco tradicional do mundo, com a oferta do token ReitBZ. O ativo era lastreado em uma carteira de imóveis recuperados e teve rendimento médio de 137,5% do CDI.

Três anos depois, o banco criou a Mynt, sua plataforma para negociação de ativos digitais, que foi incorporada pelo negócio principal neste ano.

Já em 2023, o BTG lançou uma stablecoin de dólar chamada BTG Dol, com paridade de 1:1 com a moeda dos Estados Unidos. Foi a primeira stablecoin lastreada em dólar emitida por um banco no mundo. O projeto foi descontinuado em julho.

Antes do BTG, os bancos Itaú, Bradesco, Nubank, Banco Inter e Banco BS2 já haviam protocolado seus pedidos de licença. Segundo a ferramenta de monitoramento da Cainvest, 51 empresas e instituições já fizeram pedidos ao BC para se tornarem PSAVs.

Desse total, três pedidos estão na agenda do BC para uma decisão, dois estão sob análise e dois aguardam documentos ou respostas do aplicante para a continuidade do processo.

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