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Em US$ 76 mil, bitcoin registra saídas e pode ter inversão da alta

Movimento de alta do bitcoin pode se virar para a queda com a maior criptomoeda do mundo registrando fluxos consecutivos de saída

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 30 de abril de 2026 às 09h42.

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Nesta quinta-feira, 30, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 76 mil, com variação de preço inferior a 1% nas últimas 24 horas. Apesar disso, dados apontados por um analista do BTG Pactual revelam que a demanda pela maior criptomoeda do mundo pode ter diminuído, com os fluxos predominantes mudando para a venda.

Anteriormente, analistas já haviam apontado para duas "maldições" do bitcoin: historicamente, a criptomoeda apresentou queda logo após as dez últimas decisões monetárias do Fed. Na última quarta-feira, 29, a entidade monetária dos Estados Unidos optou pela manuteção da taxa de juros do país. A segunda "maldição" diz respeito a nomeação de presidentes do Federal Reserve, que pode levar a "meses" de queda para o bitcoin. Se aprovado, Kevin Warsh deve tomar posse em breve na autarquia.

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No momento, o bitcoin é cotado a US$ 76.354, com queda de 0,9% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 1,8%.

O sentimento do mercado cripto, medido pelo Índice de Medo e Ganância, é de medo em 29 pontos. No início da semana, o mercado havia sinalizado neutralidade pela primeira vez em meses de pessimismo.

“Após nove dias consecutivos de fluxo positivo em bitcoin, começamos a observar uma inversão desse movimento, com saídas em todos os dias desta semana. Além disso, um dos vetores que sustentava a alta recente, o fluxo vindo das tesourarias de bitcoin, também perdeu força. Na última semana, as compras já vieram em ritmo menor, e nesta semana a principal captação via STRC da Strategy também mostra sinais de enfraquecimento", disse Vinicius Bitelo, analista de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.

"Por outro lado, o NAV dessas tesourarias começa a voltar para patamares acima de 1, o que pode facilitar novas captações no próximo mês. Nesse nível, as empresas conseguem emitir novas ações acima do valor patrimonial, reduzindo a diluição e abrindo espaço para financiar novas compras de bitcoin de forma mais eficiente”, acrescentou.

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