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Bitcoin recupera US$ 64 mil, mas investidores ainda demonstram cautela

Especialista aponta para cautela no mercado de ativos digitais, enquanto possível acordo de paz definitivo entre EUA e Irã pode diminuir aversão ao risco

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 22 de junho de 2026 às 11h39.

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Nesta segunda-feira, 22, o bitcoin volta a subir acima de US$ 64 mil, com maiores expectativas por um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã. Apesar disso, um especialista da Bitget aponta que investidores mantém a cautela, enquanto indicadores técnicos também podem exercer impacto no preço da maior criptomoeda do mundo.

No momento, o bitcoin é negociado a US$ 64.967, com alta de 1,6% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 20 pontos.

"O bitcoin inicia a semana demonstrando resiliência mesmo diante das incertezas geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Apesar de os primeiros sinais das negociações de paz na Suíça terem reduzido parte da aversão ao risco, os investidores seguem cautelosos", explicou Gil Herrera, diretor de estratégia e operações na Bitget para América Latina.

"A demanda institucional continua enfraquecendo, com os ETFs à vista de bitcoin registrando saídas líquidas de US$ 226,8 milhões na última semana, marcando a sexta semana consecutiva de retiradas. Esse movimento sugere que parte dos investidores institucionais ainda prefere reduzir exposição ao ativo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador", acrescentou.

No que ficar de olho

"Ao longo da semana, os investidores devem acompanhar principalmente a evolução das negociações no Oriente Médio, o comportamento dos rendimentos dos Títulos do Tesouro norte-americanos e os fluxos dos ETFs de bitcoin. Uma reversão nas saídas dos ETFs pode servir como catalisador para uma recuperação mais consistente, enquanto a manutenção desse padrão de retirada tende a limitar o apetite por risco no curto prazo", disse Gil Herrera.

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