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Movimento do setor cripto cria plataforma para pressionar políticos brasileiros

"Quem escreve as leis não entende de cripto, quem entende somos nós”, disse a diretora da ONG

Marina Fagali, diretora do Juntos por Cripto

Marina Fagali, diretora do Juntos por Cripto

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 22 de junho de 2026 às 15h31.

Última atualização em 23 de junho de 2026 às 00h18.

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Pessoas ligadas ao setor de criptoativos lançaram na última sexta-feira, 19, o movimento Juntos por Cripto. A plataforma permite acompanhar tudo o que políticos eleitos em âmbito federal falam publicamente sobre criptoativos, além de suas propostas e votos acerca do tema.

A ideia é permitir que os eleitores pressionem esses políticos a apoiarem pautas do setor de criptoativos, cobrando aqueles que propõem ou votam a favor de aumento de impostos, por exemplo.

Diretora da iniciativa no Brasil, Marina Fagali, que é ex-head de comunicação e assuntos corporativos do blockchain Chiliz, afirma que o movimento é essencial em um momento no qual regulamentações de criptoativos são implementadas no mundo todo.

“Somos a favor da regulação, mas ela tem que ser equilibrada. Quem escreve as leis não entende de cripto, quem entende somos nós”, afirma Fagali.

Blockchain no setor público

Em seu manifesto de lançamento, o movimento diz que a regulação cripto no Brasil está em construção e as decisões estão sendo tomadas sem consultar os mais de 25 milhões de brasileiros que já investiram em ativos digitais.

O grupo diz também que o setor de criptoativos recolhe aproximadamente R$ 1,5 bilhão em impostos por ano e gera 147 mil empregos em tecnologia.

Por enquanto, a plataforma ainda não tem as classificações de Pró-Cripto e Anti-Cripto para todos os políticos acompanhados, mas elas devem aparecer ao longo dos próximos dias, aponta Fagali.

O manifesto do grupo traz sete princípios, sendo que um deles é a defesa de que o governo adote a tecnologia blockchain para melhorar a oferta de serviços públicos e fomente a educação financeira e web3. “Queremos que essa tecnologia esteja na base do que o governo faz. Precisamos de currículos que entendam desses assuntos”, diz a diretora.

Impostos

Em relação a impostos, o movimento diz que ativos digitais devem ser tributados “de forma correta” e rejeita a aplicação para cripto de tributos do mercado financeiro.

A discussão da possibilidade de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é justamente uma das mais fortes no setor atualmente. O governo chegou a dizer que publicaria uma consulta pública para um decreto sobre o assunto, mas ela nunca se concretizou em meio à oposição geral das empresas do ramo.

O Juntos por Cripto é a versão brasileira de uma Organização Não Governamental (ONG) chamada Stand With Crypto, que hoje atua no Canadá, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e União Europeia.

De acordo com o movimento, há 3,75 milhões de apoiadores registrados globalmente, com 1,2 milhão de contatos com legisladores pelo mundo e mais de 100 parceiros. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) apoia a ONG no país.

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