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Editora do Future of Money
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 11h27.
Nesta quarta-feira, 14, o bitcoin volta a ser negociado acima de US$ 95 mil, nível de preço não visto desde novembro de 2025. A maior criptomoeda do mundo pode retomar um movimento de alta até a cotação de US$ 100 mil, segundo especialistas, caso o momentum comprador continue ganhando força.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 95.638, com alta de 3,8% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Desde o início do ano, a criptomoeda já acumula alta de mais de 9%.
"O bitcoin avança e negocia próximo de US$ 95 mil após romper uma resistência importante, impulsionado pela melhora do apetite por risco nos mercados globais. O movimento ganhou força após a divulgação do CPI nos EUA, índice que mede a inflação ao consumidor, com o núcleo vindo abaixo do esperado, sinalizando uma desaceleração mais controlada dos preços. Essa leitura reforçou expectativas de uma política monetária menos restritiva, favorecendo ativos de risco", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
"O cenário foi reforçado pelo forte fluxo institucional, com os ETFs à vista de bitcoin registrando entradas de US$ 753,73 milhões na terça-feira, 13, o maior volume diário desde 6 de outubro. Do ponto de vista técnico, o RSI no gráfico diário está em 65, acima do nível neutro de 50 e em trajetória de alta, indicando que o momentum comprador segue ganhando força e mantendo o nível de US$ 100 mil no radar do mercado", acrescentou.
"Os indicadores de mercado continuam a refletir a persistente dominância do bitcoin e o desempenho inferior de grande parte do universo de altcoins, reforçando essa transformação. À medida que o setor amadurece, a precificação passa a ser cada vez mais orientada pela utilidade real, e não por narrativas especulativas. A era em que o impulso do varejo, por si só, conseguia elevar centenas de tokens simultaneamente está perdendo força", disse Gracy Chen, CEO da Bitget.
"Hoje, o capital é muito mais seletivo, favorecendo projetos que demonstram casos de uso tangíveis, fundamentos sólidos e relevância institucional. Isso fica evidente na forma como a liquidez tem se concentrado em camadas centrais de infraestrutura e em redes já estabelecidas, em vez de altcoins com baixa liquidez", acrescentou.
"A futura superação de desempenho das altcoins será seletiva e orientada por fundamentos, ligada a narrativas específicas como infraestrutura de DeFi, integração de ativos do mundo real ou diferenciação tecnológica clara, em vez de um rali generalizado entre todos os tokens abaixo de US$ 1 bilhão em valor de mercado", concluiu a executiva.
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