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Mineradora de bitcoin ligada à família Trump tem prejuízo de US$ 59 milhões

A American Bitcoin registrou um prejuízo de US$ 59 milhões no quarto trimestre de 2025, refletindo a queda da maior criptomoeda do mundo

US President Donald Trump delivers the State of the Union address in the House Chamber of the US Capitol in Washington, DC, on February 24, 2026. (Photo by Brendan SMIALOWSKI / AFP)

US President Donald Trump delivers the State of the Union address in the House Chamber of the US Capitol in Washington, DC, on February 24, 2026. (Photo by Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 16h01.

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A American Bitcoin, empresa de mineração apoiada pela família do presidente Donald Trump, registrou prejuízo de US$ 59 milhões no quarto trimestre, refletindo o impacto da queda do preço do bitcoin sobre o valor contábil de suas reservas.

Apesar do resultado negativo no período, a companhia encerrou o ano com mais de 6.000 BTC em sua tesouraria. Aproximadamente um terço desse total foi obtido por meio da mineração, enquanto o restante veio de compras no mercado e transações estratégicas financiadas principalmente pela emissão de ações.

No acumulado do ano, a empresa reportou receita de US$ 185,2 milhões. Apenas no quarto trimestre, levantou US$ 150,5 milhões com uma oferta de ações destinada a ampliar sua exposição ao bitcoin.

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Estratégia combinada

A American Bitcoin adotou uma estratégia híbrida, combinando produção própria e aquisição direta do ativo. Segundo a empresa, a mineração foi realizada com margem bruta de 53%, indicando custos de produção abaixo do preço de mercado mesmo durante a retração do bitcoin.

A empresa abriu capital em setembro, poucas semanas antes de o bitcoin atingir sua máxima histórica recente. Cerca de 20% da companhia pertence a Eric Trump e Donald Trump Jr., que integram o grupo de investidores ligados ao projeto.

Os recursos obtidos com a emissão de ações permitiram aumentar em quase 50% a exposição ao bitcoin por ação, reforçando a posição da companhia no ativo.

Regras contábeis ampliam impacto da queda

A desvalorização de cerca de 23% do bitcoin no trimestre também gerou um impacto contábil relevante. Novas diretrizes do Financial Accounting Standards Board exigem que empresas ajustem o valor de ativos digitais ao preço de mercado, o que levou a American Bitcoin a registrar uma perda não realizada de US$ 227 milhões.

As ações da companhia subiam cerca de 3,8% no pré-mercado, cotadas a US$ 1,09, embora ainda acumulem queda próxima de 90% em relação ao pico registrado no ano anterior.

A controladora da empresa, Hut 8, também divulgou resultados trimestrais e informou avanços em sua infraestrutura e linhas de crédito. A empresa encerrou o ano com um pipeline de desenvolvimento energético de 8.500 MW e ampliou sua capacidade total de crédito para US$ 400 milhões.

O desempenho da American Bitcoin ilustra os efeitos da volatilidade do bitcoin sobre empresas que mantêm grandes reservas do ativo, especialmente em um cenário de novas exigências contábeis e maior exposição corporativa à criptomoeda.

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