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Investidor transfere US$ 180 milhões em bitcoin pela 1ª vez desde 2010

Movimentação de investidor antigo de bitcoin gerou especulação após transferência milionária para corretora cripto

 (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 17h01.

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Um minerador pioneiro do bitcoin transferiu 2 mil unidades da criptomoeda para a corretora Coinbase após mais de 15 anos de inatividade, segundo dados públicos da blockchain analisados por empresas de monitoramento on-chain. As movimentações ocorreram no sábado e foram feitas em parcelas de 50 bitcoins, padrão que remete às recompensas distribuídas nos primeiros anos da rede.

De acordo com a Bubblemaps, plataforma especializada em análise de dados on-chain, a maioria dos endereços envolvidos parece ter sido originalmente financiada pela própria Coinbase em 2010, quando a recompensa por bloco era de 50 BTC. Um porta-voz da empresa afirmou que grande parte desses fundos agora retorna à corretora, indicando um possível ciclo completo de custódia iniciado ainda nos primeiros meses de funcionamento do bitcoin.

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As moedas transferidas são atribuídas à chamada era Satoshi, período inicial do Bitcoin em que o criador pseudônimo da rede, Satoshi Nakamoto, ainda estava ativo e os mineradores recebiam 50 BTC por bloco validado. Em julho de 2010, esse valor equivalia a cerca de US$ 3,50. Com os preços atuais, cada recompensa daquele período supera US$ 4,5 milhões.

No total, os 2 mil BTC movimentados estão avaliados hoje em mais de US$ 182 milhões. O episódio ilustra o peso que grandes detentores antigos, conhecidos como baleias, ainda exercem sobre o mercado, mesmo após longos períodos de inatividade.

Movimentações desse tipo costumam chamar a atenção de investidores e analistas, já que transferências de bitcoins parados há muitos anos podem gerar receios de vendas relevantes. Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, destacou que, historicamente, mineradores da era Satoshi tendem a mover seus ativos em momentos considerados sensíveis para o mercado. Segundo ele, esta foi a maior transferência de moedas desse período desde novembro de 2024.

Rachel Lin, CEO da plataforma SynFutures, avaliou que envios para exchanges centralizadas geralmente sinalizam possíveis eventos de liquidez, como realização de lucros, alocação de garantias ou preparação para cenários de maior volatilidade. Ela ressaltou, no entanto, que esse tipo de movimentação não implica necessariamente uma venda imediata no mercado à vista.

Segundo Lin, detentores antigos costumam adotar estratégias mais sofisticadas, utilizando corretoras para operações estruturadas, negociações fora do mercado tradicional ou proteção de posições. Ainda assim, ela observou que a reação do mercado a essas transferências pode influenciar o comportamento de curto prazo, ampliando a volatilidade e afetando investidores alavancados.

Os bitcoins estavam distribuídos em 40 endereços do tipo "P2PK", sigla para Pay-to-Public-Key, o formato original utilizado nos primeiros anos do bitcoin. Esse método foi empregado pelo próprio Satoshi Nakamoto em transações iniciais, incluindo envios ao desenvolvedor Hal Finney, um dos primeiros colaboradores do projeto.

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