Representação do bitcoin (crédito: Erling Løken Andersen/Unsplash)
Editor do Future of Money
Publicado em 13 de julho de 2026 às 11h03.
Última atualização em 13 de julho de 2026 às 11h19.
O bitcoin opera em queda nesta segunda-feira, 13, interrompendo o movimento de alta que levou a criptomoeda até os US$ 64.673 na semana passada. Hoje, o BTC é negociado perto dos US$ 62 mil depois do Irã anunciar mais um fechamento do Estreito de Ormuz no contexto da guerra contra os Estados Unidos.
Com os navios petroleiros novamente impedidos de navegar na rota por onde passa um quinto do petróleo do mundo, o barril do Brent sobe 3,2%, a US$ 78,45. Essa nova disrupção na cadeia de fornecimento da commodity deve aumentar os preços de combustíveis no mundo todo, com impactos na inflação. A aversão a risco fez o índice KOSPI, da bolsa de valores da Coreia do Sul, despencar 9%, a 6.806 pontos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai “tomar o controle do Estreito de Ormuz” e que o país deveria ser “reembolsado” caso consiga liberar a via marítima. Em resposta, o comando militar do Irã afirmou que não permitirá que os EUA intervenham na administração de Ormuz.
Às 10h56 (horário de Brasília) o bitcoin caía 2,2% em um período de 24 horas, a US$ 62.181 por unidade.
Segundo Fabricio Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin, a evolução do conflito no Estreito de Ormuz e os dados de inflação dos EUA, que serão divulgados amanhã, serão os principais eventos com impacto no preço das criptomoedas nesta semana.
Usando análise gráfica, Tota diz que um ponto importante para o bitcoin a partir de agora é a disputa pelo patamar da média móvel de 200 semanas, que está atualmente nos US$ 63 mil.
“Se o bitcoin conseguir se manter acima dessa região mesmo com o aumento da tensão geopolítica, isso será um sinal relevante de força compradora. Por outro lado, uma manutenção abaixo desse nível aumenta o risco de reteste dos suportes em US$ 60 mil e, depois, US$ 58 mil”, prevê.
Em relatório, a equipe de análise da Bitfinex destaca que os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista registraram uma entrada líquida de dinheiro de US$ 197,4 milhões na semana passada, encerrando uma sequência de 10 semanas de saídas.
O dado é bastante positivo, pois revela uma volta do interesse do investidor tradicional e institucional pelos criptoativos, ainda que tímida.
Na última sexta-feira, 10, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 90,4 milhões nos ETFs de bitcoin à vista negociados nas bolsas dos EUA. A entrada de capital interrompeu uma sequência de dois pregões de fluxo negativo.
O principal alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 86,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 18,4 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu de 31 para 28 pontos de ontem para hoje, mostrando uma piora no sentimento do mercado. O indicador continua na zona que indica predominância do “medo”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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