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Bitcoin vai consolidar perto de US$ 68 mil? Especialistas respondem

Entenda quais serão os próximos passos da maior criptomoeda do mundo após forte queda, segundo especialistas

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 10h47.

Última atualização em 12 de fevereiro de 2026 às 10h55.

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Nesta quinta-feira, 12, o bitcoin é negociado "de lado", com pouca variação de preço. Próxima de US$ 68 mil, a maior criptomoeda do mundo pode ter iniciado um processo de consolidação após a queda expressiva da última semana, segundo especialistas.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 67.971, com alta de 0,1% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de quase 2%.

O sentimento do mercado, no entanto, ainda é de pessimismo. O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento de investidores cripto, sinaliza "medo extremo" em 5 pontos.

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"O preço do bitcoin iniciou um processo de possível consolidação de fundo entre as faixas de US$ 65.5 mil e US$ 72 mil após o preço da principal criptomoeda do mercado atingir a mínima de US$ 60 mil na última quinta-feira, 5", disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

"Ao analisar o fluxo, é possível observar que entrou um alto volume financeiro durante a queda, sugerindo uma possível demanda compradora no ativo. Se houver rompimento da consolidação para acima, os próximos alvos que atuarão como resistência estão nas regiões de liquidez dos US$ 75.7 mil e US$ 78.4 mil. Caso ocorra rompimento para baixo, haverá suporte nas regiões de liquidez dos US$ 60 mil e US$ 53 mil", acrescentou.

O que está acontecendo com o bitcoin?

"O mercado de criptoativos operou em forte queda, com o bitcoin recuando cerca de 3%, perdendo momentaneamente a região dos US$ 67 mil antes de recuperar parte do movimento com apoio de notícias macroeconômicas. As altcoins seguiram a pressão vendedora, com quedas mais acentuadas em ether e Solana, refletindo um ambiente de medo elevado. Apesar disso, há avaliação de que o mercado pode estar próximo de um possível fundo do ciclo de baixa", disse Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.

"Investidores de longo prazo retomaram vendas após período de acumulação, sinalizando expectativa de preços ainda mais baixos. Em contrapartida, investidores institucionais aproveitaram níveis inferiores para aumentar posições em ETFs de bitcoin, enquanto o ether teve entradas mais modestas, insuficientes para impacto relevante no preço. Grandes bancos divulgaram exposição bilionária a ativos digitais, majoritariamente via ETFs de bitcoin e ether. Proporcionalmente ao tamanho de mercado, a aposta institucional em ether é mais expressiva, consolidando os ETFs como principal veículo de acesso ao setor", acrescentou.

Cenário macroeconômico

Rony Szuster explicou ainda a reação do mercado cripto para a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos, na última quarta-feira, 11:

"A divulgação recente do mercado de trabalho nos EUA surpreendeu positivamente, com desemprego abaixo do esperado devido ao maior ritmo de contratações, reduzindo o risco imediato de recessão. Esse cenário aumenta, porém, a atenção do banco central sobre a inflação e a meta de 2%, reforçando a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo. No curto prazo, a menor probabilidade de recessão pode aliviar os mercados, mas juros altos tendem a restringir liquidez, historicamente negativo para ativos de risco como criptomoedas", disse ele.

"A próxima divulgação do índice de inflação será determinante: se abaixo do esperado, combinando inflação desacelerando e desemprego baixo, favorecerá ativos de risco; caso persista alta inflação, reduzirá chances de cortes de juros, pressionando o setor cripto", concluiu.

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