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Em US$ 90 mil, preço do bitcoin tem perspectiva negativa

Especialista aponta para chance de 'oscilações descendentes' para a maior criptomoeda do mundo

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 10h49.

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Nesta sexta-feira, 9, o bitcoin pode encerrar a semana útil "no vermelho" após ter apresentado alta significativa no início do ano. A maior criptomoeda do mundo é negociada na casa dos US$ 90 mil, enquanto chegou a custar US$ 94 mil em 5 de janeiro.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 90.503, com alta de 1,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Desde o início de 2026, a criptomoeda acumula alta de 3,4%.

Apesar disso, especialistas acreditam que o bitcoin pode ter novas quedas. O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo" em 27 pontos.

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"Os mercados asiáticos operaram com índices acionários levemente pressionados enquanto investidores aguardam o relatório de empregos dos EUA que pode influenciar a trajetória das taxas de juros e aguardam uma possível decisão da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas globais implementadas pelo governo dos EUA, eventos que criam incerteza e reduzem o apetite por risco. O índice amplo MSCI Asia Pacific ficou ligeiramente abaixo dos níveis recordes atingidos na semana, o dólar se manteve firme, e os preços do petróleo continuaram subindo em meio a tensões geopolíticas e preocupações com oferta", disse André Franco, CEO da Boost Research.

"A expectativa para o curto prazo para o bitcoin é neutra a levemente negativa. A hesitação dos mercados diante de dados macroeconômicos cruciais, especialmente o relatório de emprego nos EUA, e a firmeza do dólar reduzem temporariamente o apetite por ativos voláteis como o bitcoin, apesar de expectativas persistentes de cortes de juros pelo Federal Reserve este ano. O bitcoin pode apresentar leves oscilações laterais com viés descendente até que os dados de emprego sejam divulgados e a clareza sobre legalidade das tarifas seja revelada", acrescentou.

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