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Ações europeias batem recorde com impulso de HSBC e alívio sobre IA

Resultados e projeções mais fortes do HSBC impulsionam o setor bancário, enquanto sinais de adaptação à IA reduzem temores e sustentam o apetite por ações europeias

HSBC: ações europeias têm novo recorde apoiadas pelo banco. (Andrew Burton/Getty Images/Getty Images)

HSBC: ações europeias têm novo recorde apoiadas pelo banco. (Andrew Burton/Getty Images/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 07h52.

O mercado europeu vive um dia de otimismo renovado nesta quarta-feira, 25, com o recorde do índice pan-europeu Stoxx 600 registrando alta de 0,47%, a 632,08 pontos, impulsionado pelo forte desempenho das ações do banco britânico HSBC e por uma sensação mais equilibrada para a inteligência artificial (IA).

Maior banco da Europa, o HSBC superou as expectativas de lucro anual e elevou sua meta principal de ganhos, levando a valorização de 5,1% em seus papéis, mesmo após registrar fortes despesas extraordinárias. Isso ajudou a puxar todo o setor financeiro para cima, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Com o alívio nas preocupações sobre a pressão nas margens de lucro, as ações bancárias subiram mais de 1,7%.

O sentimento global em torno da IA, por outro lado, melhorou depois da startup americana Anthropic firmar parcerias e lançar novos plug-ins, sinalizando ao mercado que as empresas tradicionais estão, na verdade, integrando a tecnologia em suas operações em vez de serem substituídas por ela.

Entre o otimismo e as incertezas

O mercado, no entanto, ainda tenta entender como precificar o real valor das empresas diante da IA — uma dúvida que assola diferentes empresas e regiões — e monitora de perto as movimentações políticas nos Estados Unidos (EUA), de acordo com especialistas consultados pela agência.

Um grupo de analistas liderado pelo estrategista-chefe do UBS, Mark Haefele, observou que a volatilidade deve continuar no curto prazo enquanto os investidores avaliam tanto o "impacto residual" da tecnologia quanto as implicações de tarifas comerciais propostas por Donald Trump.

Haefele, apesar da cautela, permanece com uma perspectiva positiva para o continente. Para ele, as ações europeias são atrativas devido a uma melhora na "perspectiva cíclica", com preferência clara pelos setores bancário, industrial, de tecnologia da informação (TI) e serviços públicos.

Nem todos os setores vão bem

Enquanto a fabricante de turbinas eólicas Nordex disparou 15% após divulgar projeções de lucro operacional acima do esperado para 2025, o setor de consumo amargou perdas, conforme avaliação de fontes ouvidas pela agência.

A Diageo, gigante das bebidas, viu suas ações caírem 5,7% após reduzir suas previsões de vendas e lucros pela segunda vez em um curto período, além de cortar dividendos para os acionistas.

Outro destaque visto como negativo para as fontes foi a Edenred, cujos papéis recuaram 4% devido a uma decisão judicial no Brasil favorável ao governo em relação ao sistema de vale-refeição.

Agora os investidores aguardam os resultados da gigante de chips Nvidia nos EUA, que servirão como um termômetro crucial para o setor de tecnologia global.

Além disso, as dúvidas em torno das novas tarifas americanas permanecem no radar como um fator de risco para os mercados, indicam os analistas.

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