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Governo do Ceará vai investir em infraestrutura para mineração de bitcoin

As operações serão conduzidas pela ETICE, empresa de tecnologia do estado que passa por uma reestruturação e investe em novos negócios para alcançar o primeiro ano superavitário de sua história

Complexo de Trairi, no Ceará, operado pela Engie (Jorge Matheus (Reprodução / Engie))

Complexo de Trairi, no Ceará, operado pela Engie (Jorge Matheus (Reprodução / Engie))

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 11h35.

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A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (ETICE) incluiu a mineração de criptomoedas entre suas prioridades estratégicas para o ano de 2026.

Sob nova gestão, a ETICE — que possui natureza jurídica de sociedade anônima, mas é uma empresa integralmente controlada pelo governo do estado — busca diversificar sua atuação no mercado de telecomunicações e tecnologias emergentes.

A iniciativa faz parte dos planos do governo de diversificar os modelos de negócios baseados na economia digital no Ceará, que já é considerado um polo internacional de data centers.

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O planejamento estratégico da ETICE para 2026 une a mineração de criptomoedas a outras duas verticais tecnológicas: o processamento de dados para sistemas de inteligência artificial (IA) e a expansão de data centers.

Segundo o presidente da empresa, Hugo Figueirêdo, essas novas frentes de negócios estão alinhadas a tendências mundiais. Figueirêdo ressalta que a infraestrutura necessária para minerar Bitcoin (BTC) é tecnicamente similar à exigida para sistemas de IA — ambas demandam alta capacidade de processamento e sequenciamento de dados.

Para viabilizar essas operações, a ETICE pretende utilizar o seu principal ativo: o Cinturão Digital, uma rede de fibra óptica com mais de 6 mil quilômetros de extensão.

A expectativa é de que os novos negócios gerem contratos com empresas privadas na ordem de milhões de reais, estimou Figueirêdo em entrevista ao jornal O Povo:

“Vamos avaliar com cada cliente, porque tudo parte da necessidade do cliente. Em paralelo, vamos verificar o que a própria ETICE pode fazer via IA.”

Investimentos em infraestrutura para mineração de criptomoedas e IA visam tornar a empresa superavitária
A ETICE é uma sociedade anônima de capital fechado, vinculada à Casa Civil, com a finalidade de prover soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para o setor público e privado.

Atualmente, a empresa atende a diversas secretarias estaduais e órgãos como o Tribunal de Justiça e o Ministério Público, prestando serviços que vão desde o reconhecimento facial na Arena Castelão até armazenamento em nuvem para outros estados, como o Maranhão.

Em 2025, o faturamento da ETICE girou em torno de R$ 500 milhões. No entanto, a empresa precisou recorrer a um aporte de R$ 50 milhões do governo para cobrir um déficit estimado em R$ 10 milhões.

Para reverter o prejuízo operacional, a empresa passa por uma reestruturação administrativa e financeira. A captação de negócios privados nas novas verticais de negócios tem como objetivo tornar a estatal autossustentável e capaz de distribuir dividendos a partir de 2026.

Ao oferecer infraestrutura de baixa latência para mineração de criptomoedas e IA, o Ceará tenta atrair a cadeia produtiva completa desses setores para o estado, aproveitando a localização geográfica privilegiada e a capilaridade de sua rede de fibra óptica.

Figueirêdo destaca que a estatal já possui parcerias internacionais, incluindo um acordo de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que prevê aportes totais de R$ 30 milhões até 2027.

A iniciativa do governo do Ceará está alinhada às políticas do governo federal de reforçar a soberania digital do país e buscar novas fontes de receita através da tecnologia.

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