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Bitcoin 'dificilmente retornará para US$ 20 mil', apontam especialistas

Mesmo após alívio nos mercados com feriado nos EUA e a redução nos impactos da falência da FTX, bitcoin e outras criptomoedas podem não recuperar perdas tão cedo

Bitcoin se mantêm em nível importante, mas novas altas são improváveis (Namthip Muanthongthae/Getty Images)

Bitcoin se mantêm em nível importante, mas novas altas são improváveis (Namthip Muanthongthae/Getty Images)

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Mariana Maria Silva

28 de novembro de 2022, 15h13

O mercado de criptomoedas inicia a segunda-feira, 28, com capitalização de US$ 850 bilhões e um baixo volume de negociação depois do feriado prolongado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Ainda lateralizadas, as principais criptomoedas apresentam pouca variação de preço em leves quedas.

Cotado a US$ 16.081 no momento, o bitcoin cai 3,1% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko.

A expectativa de novas altas para o bitcoin é grande entre investidores, que levam em conta a resiliência da maior criptomoeda do mundo sobre o caso FTX e um possível alívio nas medidas do banco central norte-americano contra a inflação, reduzindo a aversão ao risco que domina o mercado de investimentos no momento.

“No cenário macroeconômico, tivemos ao longo da semana passada uma sinalização postiva da economia americana com relação a taxa de juros. Deste modo o bitcoin inicia a semana com uma expectativa positiva com relação ao seu valor”, apontaram analistas da corretora cripto Bybit.

(Mynt/Divulgação)

Apesar disso, a principal criptomoeda pode estar longe de retornar a patamares de preço em que esteve ao longo do fim de 2021, quando atingiu sua máxima histórica em aproximadamente US$ 69 mil.

“Ainda permanecemos em um mercado de baixa e, portanto não podemos esperar uma alta exponencial sustentada. Portanto, dificilmente o bitcoin retornará a US$ 20 mil ao longo da semana e, caso isso ocorra, será uma alta seguida por uma correção logo na sequência”, disseram os analistas da Bybit.

“A faixa de US$ 16 mil vem atuando como uma resistência forte com uma força compradora potente. Portanto qualquer queda abaixo deste valor é uma ótima oportunidade de compra no curto prazo pois rapidamente o bitcoin deve recuperar seu valor e voltar para US$ 16 mil como ocorreu na semana passada”, acrescentaram.

Os sinais de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa aliviar suas políticas monetárias contra a inflação no país, elevaram os ânimos no mercado de criptomoedas, que foi altamente afetado por tais medidas ao longo de 2022.

O Índice de Medo e Ganância, que serve para monitorar o sentimento do mercado cripto, subiu para 28 pontos nesta segunda-feira, 28, sinalizando “medo” após um longo período em “medo extremo”.

No entanto, este sentimento pode não durar muito, pois preocupações com novos pedidos de falência no setor e o despareamento entre a criptomoeda wBTC, feita para espelhar o preço do bitcoin, podem voltar a preocupar investidores.

“Caso o pareamento não seja retomado o risco de um contágio no mercado é muito grande e isso certamente levará o bitcoin a perder US$ 16 mil podendo levar o bitcoin até US$ 13 mil e em US$ 10.500 que pode atuar como fundo neste novo ciclo de baixa. Uma possível queda abaixo de US$ 10 mil seria um desastre difícil de ocorrer, mas caso ocorra, será impossível determinar o fundo”, alertaram os analistas da Bybit.

Por outro lado o ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum, é cotado a US$ 1.160, com queda de 4,7% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko. A rede aprovou uma série de novas atualizações em seu blockchain recentemente.

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