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Bloomberg: bitcoin pode despencar para US$ 10 mil, mas ethereum ganhará força

Bitcoin pode continuar em queda significativa, mas moeda nativa da rede Ethereum sinaliza forte suporte, segundo estrategista sênior da Bloomberg

Bitcoin e ether são as duas maiores criptomoedas do mundo (The Merkle Bitcoin Ethereum/Shutterstock)

Bitcoin e ether são as duas maiores criptomoedas do mundo (The Merkle Bitcoin Ethereum/Shutterstock)

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Mariana Maria Silva

28 de novembro de 2022, 19h18

Apesar de ter demonstrado certa resiliência frente aos últimos acontecimentos negativos do universo cripto, o bitcoin pode continuar em queda livre enquanto o ether, a criptomoeda nativa da rede Ethereum, se destaca, segundo o estrategista sênior da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone.

Durante uma entrevista à Cassandra Leah no programa Deep Dive, McGlone afirmou que o bitcoin ainda pode cair mais quase 40% em relação ao seu preço atual, de aproximadamente US$ 16 mil. Isso porque o ativo pode protagonizar uma crise como a que as ações de empresas de tecnologia viveram durante a chamada “bolha .com”.

“Bitcoin quebrou forte por um bom motivo. Acho que tem mais desvantagem… Antes de tudo vamos começar com otimismo. No quadro geral, ainda vejo o caso básico do bitcoin como um ativo/tecnologia nascente. Vai avançar com o tempo. Mas, enquanto isso, estamos naquele estágio de dor em comparação com as ações da Internet por volta de 2000, 2002”, disse o estrategista sênior.

“Pode atingir um piso muito bom em torno de US$ 10.000 a US$ 12.000. Isso é um suporte muito sólido. E então, eventualmente, em algum momento, ele sairá à frente e retomará essa trajetória ascendente”, acrescentou McGlone.

(Mynt/Divulgação)

Por outro lado, o estrategista sênior da Bloomberg acredita que o ether pode se manter resistente à crise, já que estaria mostrando um forte suporte.

“Uma coisa que tenho observado, de perto, é o ether. Ether em torno de US$ 1.200, ainda está cerca de 12 vezes acima do final de 2019, que é um pouco antes do ataque do Covid-19. Então, vamos olhar para esse nível em torno de US$ 1.000 como um bom suporte sólido”, explicou.

Segundo o especialista, os impactos da falência da FTX, fato que abalou o mercado de criptomoedas negativamente nas últimas semanas, pode continuar gerando pressão vendedora e derrubando a cotação das principais criptomoedas.

“Isso é um contágio e cada gestor de risco no planeta agora está verificando novamente todos os seus gerenciamentos de risco, todos os seus ativos e todos com quem eles têm conexões e isso é apenas parte desse gotejamento e também está fazendo com que as pessoas parem em maioria dos ativos”, disse.

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