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11,6 milhões de criptomoedas 'desapareceram' em 2025

2025 teve a maior concentração de "falências de tokens", apontam dados. Entre as razões estão o "boom das memecoins" e a maior liquidação do mercado de criptomoedas

 (Dem10/Getty Images)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 17h49.

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Mais da metade de todas as criptomoedas já lançadas deixou de existir, e 2025 concentrou a maior parte desse colapso. Dados divulgados pelo CoinGecko indicam que 11,6 milhões de tokens se tornaram inativos apenas ao longo do ano, evidenciando um processo acelerado de destruição de projetos no mercado cripto. O número ajuda a dimensionar a intensidade do ajuste vivido pelo setor após anos de crescimento desordenado.

A análise do CoinGecko considerou listagens de tokens no GeckoTerminal entre meados de 2021 e o fim de 2025. Nesse período, cerca de 20,2 milhões de criptomoedas foram lançadas. Desse total, 53,2% não são mais negociadas ativamente. Em termos absolutos, isso representa mais de 10,7 milhões de projetos extintos, sendo que 86,3% dessas falhas ocorreram somente em 2025. O dado revela uma concentração inédita de encerramentos em um único ano.

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Memecoins

Um dos principais vetores desse movimento foi a proliferação de tokens de baixo esforço, em especial memecoins e projetos experimentais. Plataformas que facilitam a criação de criptomoedas, como launchpads automatizados, reduziram drasticamente as barreiras de entrada para novos emissores.

Segundo o CoinGecko, esse ambiente incentivou o surgimento de ativos altamente especulativos, muitas vezes sem desenvolvimento técnico, modelo econômico claro ou sustentação de longo prazo. Em diversos casos, esses tokens realizaram apenas algumas poucas negociações antes de desaparecerem.

O quarto trimestre de 2025 marcou o ponto mais crítico desse processo. Em apenas três meses, 7,7 milhões de criptomoedas se tornaram inativas, o equivalente a cerca de 35% de todas as falhas registradas desde 2021. Esse período coincidiu com uma forte deterioração das condições de mercado, impulsionada por um evento de liquidação em larga escala ocorrido em outubro.

"Flash crash"

No dia 10 daquele mês, aproximadamente US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram liquidados em um único dia, configurando, de acordo com o CoinGecko, o maior evento de desalavancagem da história do mercado cripto. A liquidação em massa aprofundou a queda dos preços, reduziu drasticamente a liquidez e expôs a fragilidade de milhares de projetos que dependiam exclusivamente de fluxo especulativo para sobreviver.

A comparação histórica reforça a dimensão do fenômeno. Em 2021, apenas 2.584 criptomoedas deixaram de existir. Em 2024, esse número já havia superado 1,3 milhão, antes de explodir em 2025. O levantamento considera como falhas os projetos que chegaram a registrar ao menos uma negociação antes de ficarem completamente inativos.

Para o CoinGecko, os dados ilustram como o caráter aberto e permissivo do ecossistema cripto, embora estimule inovação, também favorece a saturação do mercado. A facilidade de criação de tokens, combinada a ciclos de euforia e alavancagem excessiva, resultou em um volume sem precedentes de projetos insustentáveis. Assim, o fato de 11,6 milhões de criptomoedas terem “desaparecido” em 2025 se consolida como um dos marcos mais expressivos do processo de amadurecimento e depuração do setor.

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