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"Quero sentir a terra brasileira sob meus pés", diz Lucas Pinheiro Braathen

Incapaz de esconder sua decepção com o ocorrido em Bormio, ele refletiu sobre sua passagem pela Itália e disse que já estava ansioso para viajar ao Brasil

Lucas Pinheiro Braathen, vencedor da medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno 2024 (Dimitar Dilkoff/AFP)

Lucas Pinheiro Braathen, vencedor da medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno 2024 (Dimitar Dilkoff/AFP)

AFP
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Agência de notícias

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 11h25.

Última atualização em 16 de fevereiro de 2026 às 11h33.

A participação do esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen nos Jogos Olímpicos de Inverno chegou ao fim nesta segunda-feira, 16, com uma queda no slalom, uma experiência memorável para ele após a conquista histórica da medalha de ouro no slalom gigante no sábado.

Incapaz de esconder sua decepção com o ocorrido em Bormio, ele refletiu sobre sua passagem pela Itália e disse que já estava ansioso para viajar ao Brasil e comemorar com sua namorada (a atriz brasileira Isadora Cruz), sua família e seus amigos.

"Os Jogos Olímpicos terminaram oficialmente para mim. Finalmente posso começar a pensar em voltar para casa, abraçar minha família e minha equipe. Obviamente, quero voltar ao Brasil, sentir a terra brasileira sob meus pés, comer um pão de queijo, um brigadeiro e comemorar este sucesso com minha namorada e minha família, com todos que me ajudaram a chegar até aqui. Estou muito animado com isso", declarou o esquiador, nascido há 25 anos em Oslo, mas que representa o país de sua mãe no esporte desde 2024.

Depois de dar ao Brasil e à América Latina sua primeira medalha olímpica de inverno com o ouro no último sábado, Pinheiro Braathen teve que administrar a euforia do feito enquanto se mantinha concentrado para a prova desta segunda-feira, com apenas um dia entre as duas para assimilar tudo.

"Muito orgulhoso"

"Depois do ouro, eu estava voando, me sentindo nas nuvens. Mas no dia seguinte, tive que voltar ao 'modo atleta', retomar os treinos, me preparar e analisar o que ia acontecer hoje, fazendo os ajustes necessários no meu equipamento", explicou.

"No esporte, existe um ditado que diz que você só é tão bom quanto foi na sua última competição. Essa sempre foi a minha mentalidade. Graças a essa abordagem, consegui progredir e melhorar a cada dia para poder competir por medalhas olímpicas. O que aconteceu hoje dói, mas ainda assim estou muito orgulhoso dos meus Jogos", comemorou.

Pinheiro Braathen largou em sexto na primeira descida do slalom nesta segunda-feira, enquanto uma forte nevasca caía na pista de Stelvio, em Bormio, reduzindo a visibilidade.

"Estamos no maior palco do mundo, competindo por medalhas olímpicas, e você precisa se entregar completamente. Precisa esquiar com o coração e dar tudo de si. Foi o que fiz hoje. O que torna o esqui alpino uma arte é esse delicado equilíbrio entre estratégia, técnica e intensidade. Esse equilíbrio que consegui encontrar no sábado para conquistar o ouro para o Brasil foi o que não consegui encontrar hoje. Mas isso não deve diminuir em nada o que conquistei no sábado, que continua sendo maravilhoso", disse ele.

Um caminho pouco convencional

E qual a coisa mais valiosa que Lucas aprendeu com essa experiência olímpica? Essa pergunta na zona mista de Stelvio deixou o esquiador pensativo por dez segundos antes de responder.

"Essa é uma ótima pergunta. Não sei exatamente o que aprendi, mas certamente me ajudou a provar para mim mesmo que ousar ser quem eu sou é a minha maior fonte de felicidade. E a felicidade leva ao sucesso. Acho que ousar tomar as decisões que tomei, trilhar um caminho nunca antes percorrido, um caminho não convencional, é a chave", refletiu ele.

"Eu não seria nada sem a minha equipe, e sou grato a eles. Eles estão comigo todos os dias. Eles têm que lidar com o Lucas destrutivo, o Lucas construtivo, o Lucas intenso, o Lucas amoroso e atencioso, o Lucas triste e também o Lucas irritado e de pavio curto. Então, sou grato a eles", concluiu.

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