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Quem é Nicole Silveira, esperança do Brasil no skeleton nas Olimpíadas de Inverno

Brasileira de Rio Grande (RS) vive no Canadá e disputa uma das provas mais rápidas do gelo nos Jogos de Milão-Cortina

Nicole Silveira: gaúcha radicada no Canadá, ela disputa uma das provas mais rápidas do gelo e chega a Milão-Cortina 2026 entre os principais nomes da temporada (Reprodução)

Nicole Silveira: gaúcha radicada no Canadá, ela disputa uma das provas mais rápidas do gelo e chega a Milão-Cortina 2026 entre os principais nomes da temporada (Reprodução)

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 07h00.

A brasileira Nicole Silveira, destaque do skeleton, chega aos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 como uma das principais apostas do país para conquistar uma medalha inédita. Nascida em Rio Grande (RS) e radicada no Canadá, a atleta de 31 anos compete a até 140 km/h nas pistas de gelo e aparece entre os nomes mais fortes da modalidade no cenário internacional.

A prova do skeleton em Milão-Cortina será disputada em dois dias e começa na próxima sexta-feira, 13, no Centro de Esportes de Trenó, em Cortina D’Ampezzo, na Itália. Antes disso, as atletas já iniciaram nesta segunda-feira, 9, os treinos oficiais na pista.

Nicole começou no skeleton em 2017, após experiência no bobsled, e desde então passou a figurar entre as melhores do mundo. A atleta já conquistou três medalhas em etapas de Copa do Mundo, incluindo um bronze em janeiro, em St. Moritz, na Suíça, além de um quarto lugar no Mundial do ano passado, nos Estados Unidos.

Busca por medalha nos Jogos de Inverno

Nicole vai para sua segunda participação olímpica. Em Pequim 2022, terminou em 13º lugar, que foi a melhor colocação do Brasil na história do skeleton. A brasileira disse em entrevista ao Globo Esporte que a meta é disputar o pódio, mas diz que tenta manter o foco em cada descida.

A atleta também relata que precisou superar o medo de acidentes antes de se dedicar totalmente ao esporte. Segundo Nicole, quedas podem acontecer em alta velocidade, mas ela diz que a modalidade “parece mais insegura do que é” e que a experiência e o controle do trenó fazem diferença.

Com passagens por outros esportes, como futebol, ginástica artística, vôlei, rugby e fisiculturismo, ela se consolidou como um dos principais nomes brasileiros em esportes de gelo.

Nicole Silveira e Kim Meylemans

Fora da pista, Nicole vive desde 2021 com a atleta belga Kim Meylemans, vice-campeã mundial em 2024 e uma das favoritas ao pódio olímpico. As duas formam o chamado Time BB, união de Bélgica e Brasil para fortalecer a estrutura de treinamento com recursos, técnico, equipamentos, lâminas e preparação física.

A parceria também já rendeu resultados. Em janeiro, as duas dividiram o pódio na etapa da Copa do Mundo em St. Moritz: Kim ficou com o ouro e Nicole, com o bronze. A brasileira afirmou que tenta separar o lado pessoal do competitivo, mas reconheceu que a disputa direta faz parte da rotina.

Carreira no esporte e trabalho como enfermeira

Além do alto rendimento no skeleton, Nicole trabalha como enfermeira no Canadá. Ela atua em um hospital pediátrico de Calgary, principalmente nos períodos fora da temporada de gelo. Para manter a licença ativa, precisa trabalhar ao menos uma vez a cada seis meses, mas afirmou que, em 2026, precisou negociar afastamento maior por causa da preparação olímpica.

Em Milão-Cortina, Nicole também terá uma experiência diferente da estreia olímpica. Em Pequim 2022, a presença de público foi vetada por medidas ligadas à pandemia. Agora, ela espera competir com torcida na pista e com acompanhamento maior dos brasileiros durante as transmissões.

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