Marrocos: sede da Copa do Mundo 2030, país enfrenta acusações de maus tratos de animais (Michael Dalder/Reuters)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 11h43.
O Marrocos enfrenta pressão internacional após denúncias de que estaria promovendo uma campanha de extermínio de cães de rua antes da Copa do Mundo de 2030, que o país sediará ao lado de Espanha e Portugal.
Segundo organizações de defesa animal, até 3 milhões de cães estariam sob risco de abate para “limpar” áreas urbanas e turísticas antes do torneio.
A International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC) afirma que cerca de 300 mil animais já eram mortos anualmente no país antes da confirmação do Mundial. Após o anúncio oficial, em 2023, os casos teriam aumentado.
A entidade diz ter reunido imagens e documentos que indicariam execuções sistemáticas em diversas cidades.
De acordo com a IAWPC, os métodos denunciados incluem envenenamento com estricnina, uma neurotoxina letal para humanos e animais usada em veneno de rato, e disparos de arma de fogo.
Um investigação do The Athletic, departamento esportivo do The New York Times, relatou a existência de um suposto centro de abate nos arredores de Marrakech.
As acusações provocaram mobilização nas redes sociais e pedidos de boicote ao torneio.
Que nojo. Se a @FIFAcom não fizer algo, será a primeira copa do mundo que não irei ver na minha vida! Sei que não fará diferença nenhuma para a FIFA eu assistir ou não, mas eu jamais iria aceitar uma coisa nojenta dessas.
— FL4MEN9O sempre. (@Magnomacha54495) February 19, 2026
Em nota, a embaixada de Marrocos em Londres negou a existência de plano de abate em massa e afirmou que o país mantém políticas de gestão animal “humanas e sustentáveis”.
A FIFA informou que acompanha o caso e está em contato com autoridades marroquinas e com a IAWPC para garantir o cumprimento de compromissos ligados ao bem-estar animal.
*Com informações da agência O GLOBO.