Marianne van Leeuwen: Presidente da Federação Holandesa lamenta situação ((Foto: Kevin Senders/Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images))
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Publicado em 30 de abril de 2026 às 12h21.
Um escândalo está marcando o futebol holandês. Faltando três rodadas para o fim da competição, cerca de 133 partidas podem precisar serem remarcadas. O problema acontece por vários atletas que estão atuando sem visto de trabalho na Eredivisie.
A situação veio à tona após o NAC Breda entrar com uma ação judicial contra o Go Ahead Eagles. Na ocasião, o clube perdeu de 6 a 0 para o adversário, mas alegou que a equipe escalou Dean James de forma irregular. O atleta nasceu nos Países Baixos, mas se naturalizou indonésio.
"Não se trata de sentimentos, é uma regra simples. Trata-se de escalar um jogador inelegível", disse o advogado da NAC em audiência preliminar.
Segundo a emissora holandesa NOS, a escalação de James está longe de ser algo isolado. Outros 13 atletas, distribuídos por oito clubes, também estariam jogando de maneira irregular na Eredivisie. Esses jogadores teriam optado por defender as seleções do Suriname, Indonésia, Cabo Verde, Togo e Trinidad e Tobago. No total, 133 jogos estariam envolvidos.
Segundo a lei dos Países Baixos, um atleta nascido no país, mas que decida se naturalizar, automaticamente abdica do passaporte local. Com isso, o profissional é obrigado a entrar com pedido de visto de trabalho no país.
No caso dos atletas citados, eles não obtiveram os vistos de trabalho. Com isso, estavam proíbidos de atuar na liga local, o que não aconteceu.
"Ao jogarem por esses países, eles perdem a cidadania holandesa. E quem tem passaporte de fora da União Europeia ou da Suíça precisa de uma autorização de trabalho para trabalhar na Holanda", disse o especialista em direito desportivo, Joost Verlaan, à NOS.
Agora, a Real Federação Holandesa de Futebol analisa o cenário para ver como resolver a situação. Em caso de remarcação de jogos, a situação ficaria bastante delicada. O PSV, inclusive, já foi coroado campeão da competição de maneira antecipada.
"A liga sofreria um duro golpe em sua imagem . As partidas deveriam ser disputadas em campo, não nos tribunais. Isso afeta mais da metade das partidas da Eredivisie e quase todos os clubes. Será um caos", disse Marianne van Leeuwen, presidente da Real Federação Holandesa de Futebol (KNVB).