Redação Exame
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 17h26.
Última atualização em 8 de fevereiro de 2026 às 17h27.
A estreia de Israel no bobsled para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 começou mal neste fim de semana. O piloto AJ Edelman revelou neste sábado, 7, que o apartamento utilizado pela seleção israelense na República Tcheca foi alvo de um assalto que resultou na perda de passaportes, equipamentos esportivos e pertences avaliados em milhares de dólares.
O crime é investigado pelas autoridades locais enquanto o grupo tenta manter o foco na competição em solo italiano. Apesar do incidente, o piloto afirmou que a equipe retomou as atividades imediatamente.
A participação israelense nesta edição dos Jogos é histórica: é a primeira vez que o país disputa o mundial na modalidade de bobsled. A vaga foi garantida após a Grã-Bretanha renunciar a um dos postos na lista de classificação, o que permitiu a convocação de Edelman e seus companheiros para as provas de duplas e de quatro homens.
O episódio ocorre em um momento de extrema sensibilidade para as delegações israelenses no exterior. A presença de atletas do país em arenas internacionais tem sido acompanhada por protestos e boicotes devido à escalada do conflito em Gaza.
Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, 6, no Estádio San Siro, o tom predominante foi o de neutralidade e apelo humanitário, com discursos focados no respeito mútuo e na convivência pacífica entre as nações.
Para uma equipe de esportes de inverno de um país sem tradição climática no setor, a perda de equipamentos personalizados, como sapatos e vestimentas técnicas, representa um desafio técnico considerável. AJ Edelman, que pilotará os trenós ao lado de Menachem Chen, Ward Fawarseh e Omer Katz, precisa agora agilizar a emissão de novos documentos para garantir a livre circulação entre as sedes dos Jogos em Milão e Cortina d'Ampezzo.
(Com Agência O Globo)