São Paulo sofreu novo transfer ban na temporada e corre risco de perder pontos no Brasileirão. (Rubens Chiri/Saopaulofc.net) (Rubens Chiri/Saopaulofc.net/Flickr)
Redator na Exame
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 14h22.
RESUMO | São Paulo pode sofrer uma punição inédita com a dedução de até seis pontos no Campeonato Brasileiro caso não quite um débito de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) com os agentes do meia Giuliano Galoppo no prazo estabelecido pela FIFA.
O São Paulo corre o risco de sofrer uma punição severa com a dedução de até seis pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro caso não pague uma dívida de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,5 milhão) com os empresários responsáveis pela intermediação da contratação de Giuliano Galoppo. A informação é do Globoesporte.com.
O transfer ban — proibição de registrar novos atletas imposta pela entidade máxima do futebol mundial — foi aplicado na última sexta-feira, 2. Conforme os prazos estipulados pela FIFA, o São Paulo tem até o dia 30 de outubro para quitar a taxa regulamentar da punição e até o início de dezembro para liquidar o valor principal da dívida, com o prazo limite de 60 dias expirando justamente nas proximidades da última rodada do Brasileirão.
Segundo o GE, embora a aplicação de um transfer ban por si só não acarrete automaticamente a perda de pontos, a decisão da entidade incluiu uma cláusula expressa de dedução baseada no artigo 21 do Código Disciplinar da FIFA. A medida prevê agravamentos em casos de infrações graves, descumprimento persistente ou reincidência.
O São Paulo enquadra-se no critério de reincidência por acumular dois transfer bans nesta temporada: o atual caso envolvendo os agentes de Galoppo e um episódio anterior solucionado em agosto referente a atrasos no pagamento à Lazio pela aquisição do meio-campista Marcos Antônio.
Atualmente ocupando a 11ª colocação no Brasileirão com 36 pontos somados, o time paulista veria sua situação esportiva se complicar drasticamente em um cenário hipotético de punição imediata: a perda de seis pontos derrubaria a equipe para a 16ª posição, ficando a apenas um ponto de distância da zona de rebaixamento (Z-4).
De acordo com o GE, a cúpula diretiva são-paulina adota um tom de cautela otimista e confia em resolver o imbróglio financeiro ainda esta semana.
Dois fatores principais sustentam a confiança da gestão na resolução pacífica do caso:
A punição que impôs um novo transfer ban ao São Paulo — impedindo o clube de registrar novos jogadores no mercado da bola — tem origem em uma pendência financeira antiga relacionada à contratação do meia Giuliano Galoppo, jogador que defendeu o Tricolor entre 2022 e 2025.
Aplicada pela FIFA, a sanção foi motivada por um débito de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,5 milhão) referente a comissões devidas a empresários do atleta. Embora atualmente o jogador seja agenciado pela Team Raiola, e na época de sua chegada do Banfield (em julho de 2022) o seu representante principal fosse Leandro Escudero, a cobrança formalizada na entidade máxima do futebol gerou o bloqueio administrativo.
O caso coroa um histórico recente de problemas financeiros do clube: esta é a segunda vez na temporada que o São Paulo sofre um transfer ban. Em julho, o Tricolor havia sido punido pelo atraso de € 1,05 milhão (cerca de R$ 5,90 milhões) na compra do meio-campista Marcos Antônio junto à Lazio (débito posteriormente quitado em agosto para liberar o registro de reforços como Victor Sá, Newton, Aurélio Buta, Iago Borduchi, Domingos Duarte e Pedro Lima).
Agora, a diretoria são-paulina corre contra o tempo para quitar a quantia exigida antes dos prazos da FIFA, blindando a equipe na reta final do Campeonato Brasileiro e garantindo regularidade institucional até à abertura da próxima janela de transferências, em janeiro de 2027.
A punição decorre de uma dívida de US$ 300 mil com os agentes responsáveis pela negociação do meia Giuliano Galoppo.
Sim. Embora não seja uma consequência automática, a decisão da FIFA incluiu uma cláusula prevendo a perda de até seis pontos caso o débito não seja pago no prazo de 60 dias, devido à reincidência de sanções do clube no ano.
A cúpula do clube está confiante e planeja quitar a pendência financeira nos próximos dias, contando com o alívio de caixa proporcionado por um acordo de antecipação de receitas com a Ticketmaster.