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Como funciona o skeleton? Modalidade pode garantir medalha ao Brasil

A gaúcha Nicole Silveira representa o país pela segunda vez nos jogos e pode trazer para o país sua primeira medalha olímpica na modalidade

Nicole Silveira: atleta representa o país pela segunda vez nos jogos de inverno (Getty Images)

Nicole Silveira: atleta representa o país pela segunda vez nos jogos de inverno (Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 11h51.

O Brasil disputa nesta sexta-feira, 13, a fase eliminatória da prova de skeleton feminino nas Olímpiadas de Inverno 2026. A gaúcha Nicole Silveira representa o país pela segunda vez nos jogos e pode trazer para o país sua primeira medalha olímpica na modalidade.

Com a prova eliminatória feminina marcada para às 12h, o espectador brasileiro pode estar se questionando sobre como funciona o esporte.

O skeleton é disputado individualmente e consiste na descida de uma pista de gelo com o atleta deitado de bruços, cabeça à frente, em um trenó, atingindo velocidades superiores a 130 km/h.

A pilotagem é feita com movimentos de ombros e tronco, em busca do melhor traçado. A prova é contrarrelógio: vence quem somar o menor tempo após quatro descidas, realizadas ao longo de dois dias.

Um dos esportes mais velozes do mundo

Considerado um dos esportes mais radicais dos Jogos de Inverno, o skeleton exige explosão na largada — com cerca de 40 metros de corrida antes de o atleta se posicionar no trenó — e precisão técnica ao longo de um trajeto tem entre 1.200 e 1.300 metros e, no mínimo, 15 curvas.

No skeleton, os atletas descem a pista de gelo de bruços, atingindo velocidades entre 130 km/h e 140 km/h. O controle do trenó é feito apenas com movimentos corporais.

As pistas são as mesmas do bobsled, feitas de concreto e cobertas por gelo, graças a um sistema de refrigeração.

O equipamento segue regras rigorosas. O trenó feminino deve pesar no máximo 38 kg e o conjunto atleta mais equipamento não pode ultrapassar 102 kg.

Os sapatos têm cerca de 300 agulhas em cada pé para dar tração na largada, e o capacete, feito de fibra de carbono, deve proteger totalmente a cabeça, com proteção especial no queixo.

Quais são as regras da competição de skeleton nas Olimpíadas de Inverno 2026?

Em Milano-Cortina 2026, as provas do skeleton acontecem no Cortina Sliding Center, em Cortina d’Ampezzo, na região do Vêneto. Ao todo, são 50 vagas disponíveis, sendo 25 para cada gênero. No total, nove medalhas estarão em disputa na modalidade.

No feminino, as descidas estão programadas para 13 de fevereiro, às 12h e 13h48 (horário de Brasília), e 14 de fevereiro, às 14h e 15h44.

Cada atleta realiza quatro descidas em dois dias, e o resultado final é definido pela soma dos tempos, cronometrados até os centésimos de segundo.

Além das provas individuais masculina e feminina, Milano-Cortina 2026 marca a estreia do revezamento misto por equipes. A prova terá dois atletas, um de cada gênero, por Comitê Olímpico Nacional. Cada um realiza uma descida.

Qual é a história do skeleton?

A origem do skeleton remonta ao século 19, com a popularização dos trenós como meio de transporte em regiões montanhosas.

A primeira corrida foi realizada em 1884, na Suíça. O nome da modalidade teria surgido em 1892, quando um inglês conhecido como Mister Child apresentou um novo trenó, semelhante a um esqueleto humano.

O esporte integrou os Jogos Olímpicos de Inverno em 1928 e 1948, em St. Moritz, e passou a fazer parte do programa olímpico de forma contínua a partir de Salt Lake City 2002, com provas individuais masculina e feminina. Em 2026, ganha a nova disputa por equipes mistas.

No Brasil, a trajetória começou após a fundação da Associação Brasileira de Bobsled, Skeleton e Luge, em 1996. O país passou a marcar presença internacional nos anos seguintes e retomou investimentos a partir de 2013. A evolução culminou com o 13º lugar de Nicole em Pequim 2022 e com resultados históricos em Mundiais e no circuito da Copa do Mundo.

Para o Brasil, a presença de Nicole Silveira entre as melhores do mundo coloca o país, pela primeira vez, na disputa real por uma medalha olímpica no gelo.

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