Esporte

Como foi a Copa Libertadores de volta à tela da Globo?

Depois de três anos ausente, emissora retoma transmissões com seis patrocinadores e atinge boa audiência

Globo: a emissora fechou acordo de patrocínio com Amstel, Chevrolet, Claro, Esportes da Sorte, Santander e Shopee (Ricardo Moraes/Getty Images)

Globo: a emissora fechou acordo de patrocínio com Amstel, Chevrolet, Claro, Esportes da Sorte, Santander e Shopee (Ricardo Moraes/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 6 de abril de 2023 às 18h30.

Última atualização em 6 de abril de 2023 às 19h20.

O retorno das transmissões da Copa Libertadores na TV Globo, que aconteceu na noite desta quarta-feira, 5, com Bolívar 3 x 1 Palmeiras, em Laz Paz, tambem trouxe de volta uma visibilidade ainda maior para as marcas envolvidas com essa competição.

Em audiência, por exemplo, o confronto que marcou a retomada da emissora registrou 20,3 pontos na Grande São Paulo, números superiores a quase todos os jogos transmitidos pelo SBT em 2022.

Para as transmissões na TV aberta nesta temporada 2023, a emissora fechou acordo de patrocínio com Amstel, Chevrolet, Claro, Esportes da Sorte, Santander e Shopee. Todas essas marcas vão ter anúncios em 13 datas da transmissão ao vivo que a Globo vai realizar durante a competição deste ano, tanto na televisão aberta quanto no Globoplay.

Direitos de transmissão da Copa Libertadores

A Globo voltou a exibir a principal disputa sul-americana depois de três anos, tendo ficado de fora em 2020, 21 e 2022. Nestes anos, os direitos de transmissão foram negociados pelo SBT.

Sobre as marcas parceiras, a grande novidade é a presença do Esportes da Sorte, considerada atualmente uma das principais plataformas de apostas do país. Além de ser patrocinadora também do Big Brother Brasil, a empresa está presente em quatro clubes da Série A e cinco da Série B do futebol brasileiro, sendo a que detém a maior exposição dentre todas presentes.

Darwin Filho, CEO do Esportes da Sorte, entende que estar inserido na Copa Libertadores é uma visibilidade que vai além do alcance de outras competições.

"A Copa Libertadores tem projeção mundial, e com ela toda a exposição que envolve também o ambiente digital. O fato de ter voltado à Globo também tem importância pela credibilidade que a emissora gera e o alcance em todo o território nacional. É uma potência em audiência. Quando planejamos nossa estratégia, tínhamos como ambição estar presente entre essas marcas relacionadas a essa competição", explica.

Transmissões e audiência no SBT

De fato, os números de audiência são comprovadamente bem maiores no canal global. Um exemplo recente é que a última final entre Flamengo e Athletico-PR, disputada em 2022 e transmitida pelo SBT, teve uma média de 28 pontos de audiência no Rio de Janeiro, e 16,5 pontos em São Paulo.

Já a decisão da Copa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, exibida pela Globo, também no final de 2022, rendeu 35 pontos de média, com picos de 41 em São Paulo e de 46 no Rio de Janeiro.

De acordo com Armênio Neto, especialista em negócios do esporte, a volta da Copa Libertadores à Globo também é uma vitória da Conmebol. "Acredito que a maior vencedora disso é a Conmebol, que atingiu seus objetivos. Vai ter de volta a visibilidade do produto e dos serviços Globo, mantém as emissoras tradicionais no contrato e ainda ganha a Paramount, que vem com forte investimento. E além de tudo isso fatura quase 2 bilhões no novo acordo", comenta.

Com exceção da Amstel, que é a primeira patrocinadora oficial da competição e parceira da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), e o Banco Santander, que deixou o apoio fixo ao campeonato, mas tinha prioridade por causa do contrato do ano passado, a Globo arrecadou algo em torno de R$ 421 milhões com as outras quatro marcas, já que a cota para cada empresa estava avaliada em R$ 70,1 milhões.

"Estamos falando de grandes marcas, e acompanhando o que acontece no mercado como um todo, da chegada do Esportes da Sorte, que é uma das principais casas de apostas do país. Então é natural que ela busque no mercado os principais produtos, e um deles é a Libertadores. A novidade é que o campeonato volta para a Globo, com audiência ainda maior, então na minha visão é um investimento muito assertivo por parte do cliente", explica Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e responsável pela captação e gerenciamento de marcas envolvendo clubes, entidades e atletas

Já para Renê Salviano, CEO da agência de marketing esportivo Heatmap, empresa que faz a captação de patrocínios junto aos clubes, entidades e atletas, trata-se de uma nova Era entre as emissoras. "Estamos falando de uma nova era, a briga pela audiência está cada vez mais acirrada, trazendo novos players e a necessidade cada vez maior da melhoria na experiência do telespectador; seja nas imagens, nas interações ou até mesmo na leitura de como prender a atenção no outro lado da tela na briga pela segunda e até terceira tela", complementa.

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