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CBF já conhecia lesão de Neymar e corre contra o tempo para estreia na Copa

Plano da seleção prevê recuperação gradual do atacante, enquanto comissão avalia risco de corte antes do Mundial

Neymar: atacante do Santos segue em tratamento antes da Copa do Mundo (Robin Alam/Icon Sportswire via Getty Images)

Neymar: atacante do Santos segue em tratamento antes da Copa do Mundo (Robin Alam/Icon Sportswire via Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 28 de maio de 2026 às 09h49.

Última atualização em 28 de maio de 2026 às 09h59.

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A situação física de Neymar já preocupava a seleção brasileira antes mesmo da convocação para a Copa do Mundo. A CBF tinha conhecimento da lesão na panturrilha direita do atacante e decidiu acompanhar de perto a evolução do quadro, realizando novas avaliações médicas antes de avançar com a preparação do elenco.

Após exames complementares feitos nesta quarta-feira, 27, em Teresópolis, a expectativa da comissão técnica era contar com o camisa 10 para um teste decisivo no amistoso contra o Egito, marcado para 6 de junho, já nos Estados Unidos.

No entanto, Rodrigo Lasmar, médico da seleção brasileira, confirmou, nesta quinta-feira (28), que Neymar tem uma lesão mais grave do que o esperado. Com isso, a expectativa é que o atacante fique fora pelo período de duas a três semanas, ficando de fora dos amistosos contra Panamá e Egito. 

"Ele se apresentou ontem na Granja Comary, fez todos os exames médicos, complementares e terminou com uma ressonância magnética que identificou uma lesão muscular grau dois na panturrilha, não apenas um edema", afirmou Rodrigo Lasmar em coletiva de imprensa.

"O atleta segue em tratamento; a nossa expectativa é que, no prazo de duas a três semanas, ele esteja liberado. Conosco, ele está em tratamento intensivo para avaliarmos diariamente a evolução, mas a expectativa é essa", completou Lasmar.

O planejamento da seleção previa usar os primeiros dias de trabalho na Granja Comary como uma etapa de recuperação física para Neymar. Desde sua chegada, o atacante tem realizado apenas atividades leves na academia, rotina semelhante à adotada no Santos desde a lesão sofrida diante do Coritiba, no último dia 17.

A necessidade de monitoramento rigoroso também tem respaldo no regulamento da Fifa, que permite substituições por lesão até 24 horas antes da estreia do torneio, desde que o problema seja oficialmente comprovado pela federação responsável.

CBF já tinha sido alertada sobre lesão

O edema de grau 2 na panturrilha direita havia sido diagnosticado pelo Santos, que enviou os exames à CBF um dia após a divulgação da lista de convocados feita por Carlo Ancelotti. Nos bastidores, a direção da entidade acendeu o sinal de alerta, mesmo diante da avaliação mais otimista do clube, que acreditava na condição física do jogador para se apresentar normalmente.

Ainda assim, prevaleceu o entendimento de que Neymar poderia se recuperar a tempo da Copa. Médicos, fisioterapeutas da seleção, profissionais do Santos e integrantes do estafe pessoal do atleta enxergaram margem para evolução clínica.

Com o elenco reunido em Teresópolis, a comissão técnica passou a executar um cronograma específico para acelerar o recondicionamento físico do atacante, visando à estreia contra Marrocos, no dia 13. O problema muscular, porém, costuma exigir entre três e quatro semanas de recuperação completa, cenário que coloca em risco sua presença nas primeiras partidas do Mundial.

Por isso, o amistoso diante do Egito ganhou peso estratégico nos planos da seleção. A ideia é avaliar a resposta física do jogador, mesmo que por poucos minutos em campo.

Corte segue em aberto

Internamente, a possibilidade de corte ainda é tratada como um cenário possível, mas envolve diferentes fatores. Para a CBF, insistir na presença de Neymar também evitaria críticas por deixar de apostar no principal nome do futebol brasileiro sem esgotar todas as alternativas médicas.

Além disso, existe a avaliação de que o atacante poderia ser útil ao grupo mesmo sem estar em sua condição ideal, especialmente mirando a fase eliminatória da Copa.

A permanência do camisa 10 também passa pelo peso que seu nome possui dentro do elenco. O retorno de Neymar teve apoio de jogadores, além de aval da comissão técnica e da direção da entidade, que aceitou flexibilizar a questão física, apostando em uma evolução gradual durante a competição.

Antes da convocação, Ancelotti conversou diretamente com o atacante e quis saber se ele estaria disposto a integrar o grupo sem status de protagonista absoluto. A resposta foi positiva.

A seleção sabia que assumia um risco esportivo ao incluir Neymar na lista, mas também entendia que teria pela frente o desafio de conciliar gestão de elenco, cobrança por resultados e a recuperação do maior astro do futebol brasileiro.

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