ESG

Uso de energia solar, gestão de água e papel: Sebrae aponta como está a sustentabilidade em PMEs

Os dados revelados pela Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae e IBGE, mostram preocupação de pequenas e médias empresas com a sustentabilidade

Empreendedor brasileiro considera consumo e sustentabilidade (Getty Images/Getty Images)

Empreendedor brasileiro considera consumo e sustentabilidade (Getty Images/Getty Images)

Marina Filippe

Marina Filippe

Publicado em 2 de janeiro de 2023 às 11h40.

Última atualização em 2 de janeiro de 2023 às 11h53.

Os donos de pequenos negócios no Brasil estão mais conscientes sobre a necessidade de adotar ações ligadas à sustentabilidade em seus empreendimentos, é o que mostra um levantamento do Sebrae em parceria com o IBGE. Das micro e pequenas empresas participantes, 74% implementaram o controle do consumo de energia. Já o uso de energia solar é adotado por 14% dos negócios.

Os dados revelados pela Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios mostram que existe uma preocupação das MPEs também com outros aspectos da sustentabilidade, como o controle no consumo da água, observado por 65% das empresas, na gestão do consumo de papel, praticada por 62%, e na separação para a coleta seletiva de lixo, implementada em 55% das micro e pequenas empresas.

Assine a newsletter EXAME ESG, com os conteúdos mais relevantes sobre diversidade e sustentabilidade nos negócios

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esses números confirmam a preocupação que entrou definitivamente no dia a dia da gestão dos pequenos negócios. “Seja pela pressão dos consumidores, que estão cada vez mais atentos às práticas ambientais e sociais das empresas, seja pela necessidade de reduzir os custos de operação, a sustentabilidade se impõe agora como uma das principais missões de quem empreende”, comenta.

Apesar dos avanços, o levantamento mostra que as pequenas empresas precisam amadurecer outras práticas sustentáveis relevantes. O aproveitamento da água da chuva, por exemplo, é feito por apenas 9% das companhias.

A equipe do Sebrae destaca ainda que há empresas que nascem de olho na sustentabilidade. Um exemplo é da Origem Compostagem, fundada por Yasmim Rojas Fonseca. A empresa, criada em fevereiro de 2020 em Cuiabá, Mato Grosso, trabalha com a destinação de produtos orgânicos.

Em dois anos de atividade, a Origem Compostagem atende mais de 200 residências e, em 2022, ampliou o número de micro e pequenas empresas atendidas. A coleta do material é feita por bairro. A empresa deixa o recipiente no local e depois volta para buscar o resíduo orgânico.

O material vai para a compostagem no pátio da empresa onde fica por 120 dias, em média, para virar adubo. Todo mês o adubo é devolvido para os locais onde foram feitas as coletas. Mas como a empresa produz uma enorme quantidade de adubo, uma parte é destinada para os agricultores familiares da região.

“Eu costumo falar que a nossa empresa é um negócio regenerativo que faz parte do sistema ganha- ganha-ganha. A empresa ganha quando tem lucro. A sociedade ganha quando a gente deixa de encaminhar toneladas de resíduos orgânicos para os aterros e lixões e quando doamos parte dos adubos incentivando a economia local, emprego e renda. E o meio ambiente ganha quando deixamos de contribuir com gases de efeito estufa e incentivamos a educação socioambiental nas pessoas”, diz Yasmin.

Confira números da pesquisa do Sebrae

•     74% das micro e pequenas empresas implementaram o controle do consumo de energia.

•     65% das MPEs adotaram o controle do consumo de água.

•     A gestão do consumo de papel é adotada por 65% dos pequenos negócios.

•     55% das MPEs praticam a separação para a coleta seletiva de lixo.

•     O uso de energia solar é adotado em 14% dos pequenos negócios.

Acompanhe tudo sobre:SustentabilidadeSebrae

Mais de ESG

A queda da Barbie? Ações da Mattel despencam 24% após fraco desempenho no fim de ano

Domino’s nomeia um veterano do McDonald’s como seu novo CEO

País não sobrevive se metade das pessoas recebe cheque do governo, diz Stuhlberger

Produção da Petrobras cresce 19% no 4º trimestre, puxada pelo pré-aal