ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

São Paulo abre consulta pública sobre logística reversa; veja como participar

Governo estadual quer ouvir empresas e sociedade civil para definir regras sobre destinação correta de resíduos; prazo vai até 30 de janeiro

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da Semil (Divulgação/Divulgação)

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da Semil (Divulgação/Divulgação)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 08h23.

O Governo de São Paulo abriu uma consulta pública para definir as regras da política estadual de logística reversa, sistema que responsabiliza fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pela destinação adequada de produtos e embalagens após o consumo. A população, empresas e entidades podem enviar contribuições até 30 de janeiro.

A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), busca estabelecer responsabilidades claras para toda a cadeia produtiva no retorno e tratamento de resíduos que podem ser reciclados ou que representam risco ambiental e à saúde pública.

O que é logística reversa?

A logística reversa trata do conjunto de ações para viabilizar a coleta e o retorno de resíduos sólidos ao setor empresarial, permitindo o reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada. O conceito está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei federal de 2010.

Na prática, o sistema envolve desde a coleta até a reciclagem, tratamento e disposição final de resíduos gerados após o consumo, reduzindo impactos ambientais e promovendo uso mais eficiente de recursos.

Responsabilidade compartilhada

A proposta em discussão define que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes que atuam em São Paulo devem trabalhar de forma integrada para reduzir a geração de resíduos, desenvolver produtos e embalagens mais recicláveis e garantir a implementação dos sistemas de logística reversa.

"Essa tomada de subsídios é uma oportunidade de construir, de forma participativa, regras mais simples, transparentes e eficientes para a logística reversa no Estado. Queremos ouvir quem está na ponta — quem produz, consome e atua na gestão de resíduos — para elaborar um regramento adequado à realidade de São Paulo", afirmou Cristiano Kenji, subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento da Semil.

A exigência deve se aplicar a produtos e embalagens cujos resíduos possam ser reinseridos nos ciclos produtivos ou que representem risco à saúde pública ou ao meio ambiente.

Como participar

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da Semil. É necessário informar nome, contato e, quando aplicável, a entidade representada.

O formulário permite textos de até 1.000 caracteres com sugestões relacionadas à logística reversa no estado. Após o envio, o participante recebe um número de protocolo por e-mail — apenas contribuições protocoladas conforme as regras serão consideradas válidas. O prazo final é 30 de janeiro.

Acompanhe tudo sobre:Logística reversaReciclagemMeio ambiente

Mais de ESG

Em collab, Natura e Pantys lançam calcinha absorvente e revertem lucro para mulheres

Em plena transição energética, CEOs de energia lideram sob pressão do curto prazo

Mais de 36 milhões de brasileiros correm riscos de saúde por cozinhar com lenha

Decreto das hidrovias: 'debate ambiental existiu, mas não foi o que derrubou', diz secretário do MMA