Resultados financeiros, instabilidade econômica, riscos regulatórios e gestão de crises operacionais dominam a agenda dos CEOs de energia no Brasil.
Em um setor pressionado por volatilidade e incertezas, a maior parte do tempo das lideranças é consumida por demandas imediatas. É o que revela a nova edição da Global CEO Survey, da PwC, divulgada nesta quarta-feira: 56% do tempo dos CEOs é dedicado a temas com horizonte inferior a um ano, enquanto apenas 11% vai para estratégias de longo prazo. O levantamento ouviu 4.400 executivos em 95 países, incluindo o Brasil.
Ao mesmo tempo, essas grandes companhias precisam avançar em uma das maiores transformações para uma economia de baixo carbono: a transição energética, que exige planejamento de longo prazo, investimentos bilionários e decisões estratégicas visando inspirar todo setor. Para 2026, o desafio é transformar as soluções em infraestrutura, indústria e escala real.
“Em um cenário marcado por instabilidade e pressão por tecnologias limpas, é inviável avançar em todas as frentes. A construção de valor exige priorização clara”, afirma Daniel Martins, sócio e líder do setor de energia e serviços de utilidade pública da PwC Brasil.
Para destravar a inovação, o maior gargalo apontado pelos executivos é justamente a gestão do tempo. O movimento caracterizado como “Pressão do curto prazo” reduz drasticamente o espaço para estratégias mais profundas, alerta a consultoria.
Brasil avança mais rápido e compete em novos mercados
Apesar das amarras impostas pelo curto prazo, a pesquisa também revela que o setor vive um ciclo ativo de reinvenção e o Brasil se consolida como líder da transição energética.
Metade dos CEOs brasileiros de energia afirma já competir em novos mercados, como hidrogênio verde, biocombustíveis avançados, mobilidade elétrica e soluções digitais para eficiência energética.
Segundo a PwC, o movimento é impulsionado principalmente pela convergência entre tecnologia já existentes e sustentabilidade.
A diversificação reflete a busca por novas fontes de receita, maior eficiência operacional e posicionamento estratégico diante das mudanças no perfil da demanda, com avanço em áreas como geração renovável, digitalização, serviços energéticos e novas infraestruturas.
Para o especialista da PwC, estamos em um momento de tensão geopolítica e de riscos crescentes que exigem um planejamento das "demandas atuais e os investimentos que definirão o futuro energético".
Clima entra no negócio, mas ainda com alcance limitado
A incorporação dos riscos e oportunidades climáticas às decisões estratégicas começa a avançar, mas ainda ocorre de forma concentrada.
Segundo a pesquisa, 37% das empresas de energia no Brasil já têm processos definidos para considerar fatores climáticos no desenvolvimento e no design de produtos, índice superior às médias brasileira (25%) e global (24%).
O resultado sugere que a agenda climática começa a influenciar diretamente decisões relacionadas à oferta, às tecnologias e às soluções do setor.
Ainda assim, essa integração permanece restrita a algumas frentes. Apenas 27% das companhias consideram o clima em processos de fusões e aquisições (M&A) e na cadeia de suprimentos, o revela um potencial para amadurecimento.
À EXAME, Daniel Martins disse que o setor está apenas no início dessa jornada. "As empresas reconhecem os riscos climáticos e os impactos da crise em suas operações, seja do ponto de vista da adaptação ou na criação de novos modelos de negócio e produtos. Mas ainda há muito caminho a trilhar", garante.
Segundo o executivo, quando se observa a operação do setor elétrico, o efeito de eventos extremos é sentido especialmente na rede de distribuição.
Para responder a esses desafios, será necessário investir fortemente em antecipação de cenários, definição de uma governança mais ágil para gestão de crises e maior uso de tecnologia. Além disso, a realidade imposta pelo clima exige uma maior coordenação entre os diferentes stakeholders, com integração entre empresas, reguladores e poder público.
A pesquisa também ressalta que o avanço nas exigências de reporte em sustentabilidade ampliou a base de dados das empresas e abriu uma "janela de oportunidade".
“Com decisões mais bem fundamentadas, as organizações podem evoluir de uma abordagem focada apenas na mitigação de riscos para uma estratégia orientada à criação de valor”, destaca Daniel.
Principais ameaças, segundo os CEOs
No curto prazo, o ambiente externo adiciona novas camadas de complexidade. A instabilidade macroeconômica é apontada como a principal ameaça ao setor nos próximos 12 meses por 33% dos CEOs, seguida pela disrupção tecnológica (27%) e pela escassez de talentos (23%).
Já as mudanças climáticas aparecem com peso superior às médias nacional e global, sendo citadas por 23% dos executivos.
Os riscos geopolíticos, conflitos e tarifas comerciais permanecem em segundo plano, enquanto temas ligados à segurança e ao uso responsável da inteligência artificial ainda ocupam espaço limitado nas preocupações das lideranças.
“Os CEOs precisam evitar o chamado ‘teatro da inovação’ e garantir que ela gere valor concreto. A integração consistente entre tecnologia, sustentabilidade e estratégia financeira é fundamental para transformar desafios estruturais em oportunidades reais de crescimento”, conclui o líder de energia da PwC.
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